Notícias do Agronegócio - boletim Nº 53 - 05/12/2013
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A pecuária brasileira está fechando 2013 com recordes importantes. No segmento de corte, o país encerra o ano com produção de 9,5 milhões de toneladas de carne e exportação de mais de US$ 6 bilhões, v...((Jornal Diário do Comércio/MG – 05/12/2013))
A pecuária brasileira está fechando 2013 com recordes importantes. No segmento de corte, o país encerra o ano com produção de 9,5 milhões de toneladas de carne e exportação de mais de US$ 6 bilhões, volume destinado a 150 países em todos os continentes. Em leite, a oferta interna é superior a 32 bilhões de litros, mantendo o país entre os maiores produtores mundiais. São números muito expressivos, não restam dúvidas. Mas, a melhor notícia é que há espaço para produzir mais e com resultado econômico superior para todos os elos da cadeia, a começar pelos pecuaristas de corte e produtores de leite. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na média, as propriedades pecuárias trabalham com cerca de UMA unidade animal por hectare (UA). pouco. Dobrar esse indicador é perfeitamente possível. Temos conhecimento e tecnologia disponíveis para isso. Mas, para implantá-las, é preciso investir em genética (raças bovinas, como as zebuínas, que se adequam às condições brasileiras), em nutrição de qualidade, incluindo nesse quesito a necessária recuperação das pastagens, e em manejo sanitário. Tudo aliado à gestão profissional e mão de obra capacitada. Esse compromisso é coletivo e todos os agentes ligados à produção de carne bovina e de leite devem trabalhar para essa finalidade. As entidades de classe também devem ter participação ativa nesse processo. A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) faz a sua parte. Entre várias iniciativas, a entidade desenvolve um importante programa de melhoramento genético (PMGZ), que contribui para o contínuo aprimoramento das raças zebuínas, base do rebanho nacional. Realiza a Expozebu e a Expogenética - as duas mais importante mostras da pecuária nacional -, promove o Pró-Genética, programa que amplia a oferta de touros melhoradores para os pequenos criadores, possibilitando o acesso desses à genética de qualidade superior. Treina e capacita seus colaboradores e colaboradores dos seus associados (em 2013 foram mais de 7 mil participantes), e gerencia o Brazilian Cattle, plataforma da exportação de genética zebuína para outros países de clima tropical. Produzir mais e melhor não é um conceito etéreo. Em última análise, estamos falando em aumentar a oferta de carne vermelha e leite, duas proteínas animais da mais absoluta prioridade para a população brasileira e mundial. Aliás, a FAO, órgão da Organização das Nações Unidas para a alimentação, diz que até 2050 o mundo tem mais que dobrar a atual produção global de 50 milhões de toneladas de carne bovina e de 600 bilhões de litros de leite somente para atender à demanda por proteína vermelha naquele ano. Tudo isso, com respeito ao meio ambiente. A própria FAO atribui ao Brasil papel preponderante nesse cenário e ressalta que o nosso país tem de dobrar a produção atual de carne bovina e leite para que o mundo seja abastecido em 2050. A pecuária brasileira aceitou esse desafio e faz a sua parte. O contínuo melhoramento genético do rebanho nacional, estimado em 207 milhões de cabeças, está na base da evolução da produtividade, que possibilita a obtenção de melhores indicadores ano após ano. Os resultados de 2013 comprovam que estamos no caminho certo. Mas esse é um compromisso de cada um de nós. (Jornal Diário do Comércio/MG – 05/12/2013)((Jornal Diário do Comércio/MG – 05/12/2013))
topoJosé Coelho Vitor aprimorou-se na "arte de fazer cruzados" à frente do grupo Cabo Verde, com sede em Passos, no sudoeste de Minas Gerais, uma das dez maiores bacias leiteiras do País. Foi um dos pione...((Portal DBO – 04/12/2013))
José Coelho Vitor aprimorou-se na "arte de fazer cruzados" à frente do grupo Cabo Verde, com sede em Passos, no sudoeste de Minas Gerais, uma das dez maiores bacias leiteiras do País. Foi um dos pioneiros do cruzamento de Gir com Holandês, que dá origem ao Girolando, hoje a raça leiteira mais comercializada do País. Esse talento para usar a heterose como ferramenta de produtividade também foi empregada por Coelho Vitor para outra finalidade: produzir tourinhos e bois gordos no Pará, faceta que poucos conhecem. Há três décadas, ele faz ciclo completo no sul do Estado, de onde tira 4.000 bois por ano, 80% deles exportados vivos e os restantes direcionados para abate em frigoríficos regionais. Essa longa experiência com gado de corte acabou por conduzi-lo à seleção de uma raça ainda pouco difundida na região: o Tabapuã. Atualmente, todo o projeto pecuário de José Coelho Victor tem por base dois pilares: esse zebuíno forjado no Brasil e o Nelore, que ele cria em dois grandes complexos rurais. O rebanho puro Tabapuã, que leva a marca "Cabo Verde", é mantido no complexo Santa Lúcia e compreende 4.000 animais registrados na ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu), sendo 2.200 fêmeas, 1.180 machos em recria e 800 bezerros. Do universo de fêmeas, 50 são doadoras que produzem embriões para FIV (fertilização in vitro), visando a alavancar o programa de melhoramento genético da empresa e ampliar o volume de tourinhos produzidos anualmente. (Portal DBO – 04/12/2013)((Portal DBO – 04/12/2013))
topoA notícia sobre a irregularidade das paternidades foi publicada com exclusividade por DBO em junho deste ano, em matéria que aguardava futuras investigações sobre o caso, tarefa incumbida à ABCZ (Asso...((Portal DBO – 04/12/2013))
A notícia sobre a irregularidade das paternidades foi publicada com exclusividade por DBO em junho deste ano, em matéria que aguardava futuras investigações sobre o caso, tarefa incumbida à ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu) sob delegações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Desde então, técnicos do ministério debruçaram-se sobre a coleta de materiais genéticos e exames laboratoriais, para chegar às reais paternidade dos 15 touros PO tidos como "inconsistentes" pela análise da Conexão Delta G. Os demais exemplares eram produtos CEIP (Certificado Especil de Identifição e Produção), portanto, fugiam à responsabilidade da associação. Dois importantes touros da Matinha, sinônimo de qualidade do Nelore em Uberaba, MG, tiveram a venda de sêmen suspensa em maio deste ano. Jayamu e Hamurabi estavam na lista dos 30 touros que tiveram sua genealogia contestada pela Conexão Delta G, resultado de uma extensa pesquisa do programa de melhoramento genético na área genômica, em parceria com a Universidade Estadual Paulista de Araçatuba e Jaboticabal (Unesp). "São animais com mais de 60.000 doses de sêmen comercializadas. Foi um desgaste e tanto", desabafa Luciano Borges, dono do criatório. Os resultados foram divulgados no início de outubro, causando surpresa com relação à verdadeira paternidade dos animais. Dos 15 laudos oficiais, oito apresentaram inconsistência e cinco confirmaram a genealogia declarada. Apenas dois aguardam novos resultados. Emergido de Naviraí e B8369 da Mundo Novo não comprovaram a paternidade declarada, nem a apontada pela pesquisa, e serão submetidos novamente aos testes. "As decisões ficaram a cargo do ministério. Somos responsáveis por executá-las e comunicá-las aos criadores", esclarece Luiz Antônio Josahkian, superintendente técnico da ABCZ. Nos casos em que o touro teve a paternidade alterada para outro genitor da mesma categoria, ou seja, de PO para PO, os documentos foram recolhidos e uma nova linhagem paterna foi incluída. "As regulamentações têm sido feitas tanto na sede, quanto nas regionais. Temos recebido documentos todos os dias", diz Josahkian, que apesar das medidas em andamento, admite que o volume de animais com parentesco a ser corrigido ainda é extenso. "São 330.000 descendentes em diversos graus de sangue. Um acerto que depende muito mais dos criadores, do que da própria ABCZ." (Portal DBO – 04/12/2013)((Portal DBO – 04/12/2013))
topoA contribuição do empregador rural pessoa física para a seguridade social, popularmente conhecida como Funrural e que atualmente é regida pela Lei 10.256, de 2001, tem sido foco de debates e ações jud...((Portal DBO – 04/12/2013))
A contribuição do empregador rural pessoa física para a seguridade social, popularmente conhecida como Funrural e que atualmente é regida pela Lei 10.256, de 2001, tem sido foco de debates e ações judiciais desde seu surgimento, há mais de 20 anos. Por isso, é cada vez maior o número de produtores que recorrem à decisões judiciais para se proteger da instabilidade acerca do tema.Os ministros voltarão a julgar, por meio de repercussão geral, a constitucionalidade da Lei 10.256 que estabelece os critérios para a contribuição do empregador rural para a seguridade social. "A insegurança jurídica prejudica o desempenho do produtor rural pois, ao manter a cobrança da contribuição, há um aumento no custo da produção e consequentemente queda na competitividade do negócio, entretanto, simplesmente deixar de recolher a contribuição pode acarretar problemas futuros com a Secretaria da Fazenda" explica Cláudio Lopes Cardoso Júnior, da Diamantino Advogados Associados, com escritórios em São Paulo, Brasília e Minas Gerais, que representam entidades de pecuaristas como a Assocon (Associação Nacional dos Confinadores) e produtores rurais em todo o País com ações pela suspensão da contribuição social. Essa foi a escolha feita também pelos 18 mil produtores rurais ligados à ABCZ que conseguiram uma sentença judicial que reconheceu a ilegalidade da lei cobrança do Funrural e suspendeu o pagamento da contribuição. A decisão favorável à ABCZ foi concedida pela 2ª Vara da Justiça Federal de Uberaba, MG, em novembro de 2010 e confirmada em maio de 2012. A União recorreu da sentença e pediu que, caso a incidência sobre a receita bruta seja afastada, volte a ser obrigatório o recolhimento da contribuição de 20% sobre a folha de salários pelos produtores rurais pessoas físicas empregadores. "O processo agora aguarda apreciação do Tribunal Regional Federal (TRF), por isso, embora haja uma sentença que garanta a suspensão dos pagamentos, os produtores devem se precaver até que haja uma decisão final", afirma Breno Ferreira Martins Vasconcelos, do Mannrich, Senra e Vasconcelos, escritório sediado em São Paulo que representa a associação. (Portal DBO – 04/12/2013)((Portal DBO – 04/12/2013))
topoO impacto dos avanços científicos e tecnológicos nos diferentes setores da economia mundial é cada vez maior. No Brasil não é diferente e uma área particularmente importante vai oferecer novas oportun...((Jornal Valor Econômico, Opinião/SP – 05/12/2013))
O impacto dos avanços científicos e tecnológicos nos diferentes setores da economia mundial é cada vez maior. No Brasil não é diferente e uma área particularmente importante vai oferecer novas oportunidades para o país: a automação na agropecuária. Esse tipo de sistema possui enorme potencial de ampliar a produtividade e a produção de um setor hoje responsável por 25% do PIB, 40% dos empregos e das exportações e que continua mantendo superávit e a balança comercial positiva. Neste ano, e apenas até setembro, o avanço do PIB agrícola foi de 8,1%. Processos de plantio, manejo de ervas daninhas, fertilização, irrigação e colheita há muito utilizam e continuam demandando desenvolvimento e adaptação de máquinas, equipamentos e automação. Ocorre que cada vez se torna mais premente viabilizar a automação em maior escala em função da contínua redução de mão de obra para atuar em diferentes atividades no campo, um cenário comum nos países desenvolvidos e que avança rapidamente no Brasil. Essa agenda pode também ser convenientemente conciliada com práticas modernas de uso mais eficiente de insumos e recursos naturais (água e solo) de imensa relevância para manter a competitividade e sustentabilidade do setor. A empresa Enalta, de São Carlos, usando tecnologias, sensores, GPS e comando de voz para etapas de plantio e irrigação em cana-de-açúcar, contando com o apoio da Embrapa, ganhou destaque mundial ao ser apontada, em 2013, como uma das 50 empresas mais inovadoras, e a única da América do Sul, numa relação em que constam gigantes como Apple e Microsoft. Outros exemplos, em fase de adoção crescente, vêm da cadeia animal, como o recente desenvolvimento de um robô tratador de suínos, da empresa Rupado, do Paraná, que é capaz de dosar a quantidade de ração ideal para cada baia individual, registra a temperatura do ambiente, mapeia enfermidades e medicamentos utilizados, marca o consumo de alimento, controla o estoque no silo de ração, é acoplado com sensor de presença para abastecimento, entre outras facilidades, como a opção de ser programado para servir mais de uma pocilga. O robô atende a até dois mil animais, ou três galpões, e se desloca por meio de trilhos específicos. Esses dois casos conciliam criatividade nacional, capacidade de superar desafios complexos e já estão disponíveis para o mercado. A automação pode e deve avançar pela agropecuária como forma de assegurar o aumento de produção e produtividade no Brasil e ainda manter e estimular o crescimento das indústrias de máquinas e equipamentos agropecuários no país. Há que se ressaltar, contudo, que não temos resultados no mercado em abundância e que é cada vez maior o interesse de empresas multinacionais nas oportunidades crescentes do agronegócio brasileiro. Assim, para se manterem viáveis e competitivas, será cada vez mais importante que as indústrias de máquinas e equipamentos brasileiras gerem inovações que possam dar melhor desempenho e ampliar a gama de atividades atendidas. Uma boa estratégia para alcançar esse objetivo é a ampliação de parcerias entre as indústrias e as instituições de pesquisas públicas e privadas. Recente edital do governo federal, o Inovagro, lançou linhas de financiamentos, com recursos do BNDES e da Finep, para as indústrias gerarem produtos inovadores, sendo a área de máquinas e equipamentos agropecuários uma das contempladas. Outras instituições de fomento estaduais, como a Fapesp, também têm linhas de estímulo à cooperação de empresas para gerar inovações. Portanto, em alguma medida, os indicativos e estímulos estão sendo dados. Um mecanismo ainda pouco utilizado no agronegócio por aqui é a estratégia do conceito de "cluster" em determinada cadeia produtiva ou sistema de produção. Na Nova Zelândia, um "cluster" associado à cadeia produtiva do leite foi implementado em aço inoxidável (isso mesmo). O país, que já é competitivo em sistemas de produção de leite, está se projetando como um grande e competitivo "player" em toda a maquinaria e equipamentos (baseados em aço inoxidável) para a cadeia produtiva do leite a fim de atingir o mercado mundial. O Brasil poderia eleger seus "clusters", associados a emergentes sistemas produtivos ligados ao agronegócio brasileiro, e que demandam equipamentos e máquinas automatizados, constituindo mercado atual e futuro no país e em diferentes regiões do planeta, em especial áreas tropicais. A Embrapa vem atuando e se consolidando como desenvolvedora e usuária de métodos e equipamentos automatizados. Exemplo disso é a agenda de trabalho da Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP), criada em 1984, e que inaugurou em 20 de setembro, o Laboratório de Referência Nacional em Agricultura de Precisão (Lanapre), preparado para constituir novas e estratégicas parcerias com empresas públicas e privadas. De fato o Lanapre foi inaugurado já no formato de Unidade Mista de pesquisa em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Além de redes de pesquisas em andamento ligadas à temática, a Embrapa está também implementando um Portfólio de P&D&I em Automação Agrícola, Pecuária e Florestal. Enfim, a automação irá avançar trazendo alternativas "de mão de obra" para o produtor rural brasileiro com diminuição de custos, aumento de produtividade e potencial para alavancar novamente nossa indústria de máquinas e equipamentos justamente no setor econômico mais competitivo do país, o agronegócio. Ladislau Martin Neto é diretor de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa. (Jornal Valor Econômico, Opinião/SP – 05/12/2013)((Jornal Valor Econômico, Opinião/SP – 05/12/2013))
topoA subsidiária de energia do grupo francês Casino, a empresa GreenYellow, deve começar a investir no mercado de energia solar no Brasil, com produção local.Em 2014, a companhia começará o programa bati...((Jornal Valor Econômico, Empresa/SP – 05/12/2013))
A subsidiária de energia do grupo francês Casino, a empresa GreenYellow, deve começar a investir no mercado de energia solar no Brasil, com produção local.Em 2014, a companhia começará o programa batizado de "plano de eficácia energética", que passa pela fabricação de energia solar para lojas da rede Extra no país, disse Otmane Hajji, diretor-geral da GreenYellow. "Inicialmente, queremos produzir energia e vender para os hipermercados Extra, e buscaremos parceiros, como os bancos, que devem nos ajudar no financiamento da operação", disse. O Casino é controlador do Grupo Pão de Açúcar (GPA), maior varejista do Brasil, dono das redes Extra, Assaí, Casas Bahia e Ponto Frio. Sobre a hipótese de vender energia solar no país futuramente, ele afirmou que "o esquema ainda não está definido". "Mas o objetivo é vender energia para outras lojas, que podem ser do GPA ou não, e para outros centros logísticos da região dos nossos hipermercados", disse Hajji. A produção de energia, por meio de painéis solares, deve ocorrer em regiões com maior incidência da luz solar, como o Nordeste. A varejista também informou que vai buscar parceiros na área de consultoria e análise de mercado e no setor industrial para o projeto. "Buscaremos parceiros brasileiros", disse. O executivo não informou qual deve ser a capacidade de produção de energia solar no país. "Estamos estudando o mercado brasileiro com muito cuidado, mas temos planos ambiciosos", disse ele, ao citar, de forma generalizada, que a empresa deve aplicar "centenas de milhões" de euros no país. Há dois executivos da GreenYellow no Brasil buscando parcerias. Hajji ressalta, porém, que é necessário verificar a regulamentação desse mercado, porque, segundo ele, hoje a venda de energia solar no Brasil é proibida. "Há licitações no Brasil com energia eólica e acreditamos que isso deve evoluir também para a solar", disse. Atualmente, 10% do consumo de energia do Casino na França é produzido pela GreenYellow - 55 lojas do grupo naquele país já operam usando energia solar. A atual potência das centrais de produção solar da subsidiária da companhia francesa chega a 75 megawatts. A conta atual do Casino no mundo, com gastos em energia, atinge € 300 milhões. (Jornal Valor Econômico, Empresa/SP – 05/12/2013)((Jornal Valor Econômico, Empresa/SP – 05/12/2013))
topoA Rússia, mercado para o qual o Brasil chegou a exportar quase 300 mil toneladas de carne de frango, está perto de atingir a autossuficiência no setor. De acordo com dados do Serviço Federal de Estatí...((Jornal Valor Econômico, Agronegócio/SP – 05/12/2013))
A Rússia, mercado para o qual o Brasil chegou a exportar quase 300 mil toneladas de carne de frango, está perto de atingir a autossuficiência no setor. De acordo com dados do Serviço Federal de Estatísticas da Rússia, citados pela publicação especializada World Poultry, o país será capaz de atender 96% de sua demanda com produção própria no fim deste ano, um nível recorde para a indústria. Conforme o órgão de estatísticas, a produção de frango na Rússia de janeiro a setembro deste ano somou 3,7 milhões de toneladas, 213 mil toneladas ou 6,1% maior do que durante o mesmo intervalo de 2012. Dados preliminares indicam que a produção deve alcançar 4,9 milhões de toneladas no fim do ano, 6% acima do nível de 2012. A publicação World Poultry afirma que o avanço desse setor será possível tanto com o aumento do consumo de aves no país ou com o desenvolvimento das exportações. Atualmente, os russos consomem 26 quilos per capita ano, em média, de carne de frango, e especialistas estimam que esse número pode atingir 30 quilos nos próximos cinco a seis anos. A Rússia foi um mercado muito relevante para o Brasil de 2002 até 2010 (ver quadro), com alguns soluços, mas as exportações brasileiras perderam espaço mais recentemente. O Brasil chegou a vender 295 mil toneladas ao mercado russo em 2002, uma fatia de 18% do total das exportações brasileiras de frango naquele ano. Em 2013, até outubro, os volumes alcançam ínfimos 1% do total de 3,220 milhões de toneladas do produto embarcadas pelo Brasil, segundo números da União Brasileira de Avicultura (Ubabef). O sistema de importação russo para o frango é baseado em cotas, cujos volumes têm diminuído nos últimos anos. Essa redução é, na verdade, um reflexo da política de autossuficiência para o setor de frango adotada pelo governo da Rússia em meados da década passada, quando incentivos ao segmento passaram a ser concedidos. Deu resultado, e o país pôde reduzir suas importações. Em 2008, por exemplo, a cota total (outros países mais Brasil) foi de 1,3 milhão de toneladas, de acordo com dados da Ubabef. Os números consideram as vendas para a união aduaneira formada por Rússia, Cazaquistão e Bielorrússia. O Brasil ficou com 165 mil toneladas e os Estados Unidos, com a maior parte dos 1,13 milhão restantes. No ano passado, a cota caiu para 729 mil toneladas (70 mil toneladas para o Brasil e 659 mil para outros países - também a maior parte atendida pelos EUA). A alegação pelo governo russo de problemas sanitários em países fornecedores do frango, como os próprios EUA e o Brasil, também acabaram influenciando a queda de volumes importados. Para o diretor de mercados da Ubabef, Ricardo Santin, a produção local russa ganhou terreno com o fomento do governo e com o aumento dos custos de produção em países exportadores como Brasil e Tailândia. Ele avalia que a Rússia continuará importando frango ainda que atinja a autossuficiência, numa estratégia para manter o equilíbrio do mercado e evitar situações que possam afetar os preços. "Vão continuar importando para complementar a produção local", afirma Santin. Com o fomento ao setor, algumas indústrias de frango da Rússia já exportam o produto, algo impensável há alguns anos. Os volumes são pequenos, mas o movimento é emblemático. Em agosto deste ano, por exemplo, foram embarcadas as primeiras 20 toneladas de frango russo para os Emirados Árabes Unidos, de acordo com a publicação World Poultry. As principais regiões de produção da frango na Rússia são Belgorod, Leningrado, Voronezh, Rostov, Chelyabinsk, Novgorod, Krasnodar e Stavropol, além da República do Tartaristão. (Jornal Valor Econômico, Agronegócio/SP – 05/12/2013)((Jornal Valor Econômico, Agronegócio/SP – 05/12/2013))
topoA China barrou nos últimos dias a entrada em seu mercado de carregamentos de milho exportado pelos Estados Unidos, por conta da presença de grãos geneticamente modificados, e ampliou a pressão baixist...((Jornal Valor Econômico, Agronegócio/SP – 05/12/2013))
A China barrou nos últimos dias a entrada em seu mercado de carregamentos de milho exportado pelos Estados Unidos, por conta da presença de grãos geneticamente modificados, e ampliou a pressão baixista sobre as cotações da commodity na bolsa de Chicago. Conforme agências internacionais, cinco cargas contendo a variedade transgênica MIR 162, não aprovadas pelo governo chinês, foram rejeitadas. No total, pouco mais de 120 mil toneladas foram vetadas por Pequim. Mas o problema poderá crescer. Analistas consultados pela agência Reuters observaram que, no momento, navios com quase 2 milhões de toneladas de milho estão a caminho da China, e novas devoluções poderão acontecer. Cultivada nos EUA desde 2011, tal variedade já é aceita em países como Japão, Coreia do Sul, Rússia e mesmo em nações que fazem parte da União Europeia. A resistência chinesa pode beneficiar o Brasil, que em recente reunião bilateral em Cantão assinou um acordo que poderá abrir as portas da China ao milho nacional. Até pouco tempo um importante exportador de milho, o país asiático, com forte demanda para a produção de rações, já se tornou importador - e os volumes comprados no exterior estão em alta. Ontem, em Chicago, o "fator China" foi marginal na formação de preços, que há meses já estão em queda por causa da recomposição da oferta global, puxada pela recuperação da safra americana após a estiagem no ano passado. Os contratos para março, que ocupam a segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez) fecharam a US$ 4,3650 por bushel, alta de 5,25 centavos de dólar. Em 2013, contudo, a segunda posição acumula baixa de 37,7%. (Jornal Valor Econômico, Agronegócio/SP – 05/12/2013)((Jornal Valor Econômico, Agronegócio/SP – 05/12/2013))
topoEm franca expansão, o segmento de produtos de marca própria tem crescido no Brasil, e atrai olhares de empresas como Walmart, Pague Menos e Mundo Verde, interessadas na ampliação desse filão nos próxi...((Jornal DCI/SP – 05/12/2013))
Em franca expansão, o segmento de produtos de marca própria tem crescido no Brasil, e atrai olhares de empresas como Walmart, Pague Menos e Mundo Verde, interessadas na ampliação desse filão nos próximos anos. Na rede supermercadista Walmart, por exemplo, as vendas desses artigos crescem na casa dos dois dígitos nos últimos anos. Só para o Natal, a rede espera incremento de 20% na comercialização de marca própria, tanto que lançou 15 novos produtos sazonais. Segundo o diretor de marcas próprias da bandeira, Antonio Sá, o Walmart quer ser reconhecido pelo consumidor neste segmento. "Temos um bom resultado com esses itens quando os comparamos com as marcas líderes de mercado", disse. Sá afirmou que a maioria dos produtos do Walmart passará a ser produzida no Brasil e a que a rede já conta com um número significativo de fornecedores nacionais. "Temos hoje 150 fornecedores locais que fabricam esses produtos. Da pequena à grande indústria todos nos ajudam na produção dos itens", apontou ele. O diretor de marcas próprias ressaltou ainda que esses produtos chegaram com maior força nas gôndolas brasileiras no ano passado, e para o primeiro trimestre de 2014 estão previstos 30 outros artigos. "Preferimos fazer a divulgação após todos os testes estiverem feitos e a aceitação nas pesquisas for positiva", argumentou. Para os produtos típicos das festas de final de ano, a empresa mostrou otimismo: o Walmart quer comercializar 180 toneladas de panetones marca própria; 650 toneladas de aves natalinas e 115 toneladas de Tenders - todos da Great Valu. A previsão é de crescimento de 10% nas vendas na comparação com 2012. Na rede de farmácias Pague Menos, os artigos marca própria foram inseridos na operação há seis anos e a empresa já colhe frutos. Segundo o gerente de negócios especiais da empresa, Francisco José de Barros, esses itens já representam 4,2% do faturamento, o que dá cerca de R$ 13 a R$ 14 milhões ao ano. "Queremos que isso ultrapasse R$ 15 milhões". Neste ano foram investidos R$ 4,5 milhões em lançamentos. Com isso, a Pague Menos conseguiu ampliar as vendas nessa categoria 40%. No total são mais de 750 produtos, que representam 17% de participação nas vendas de não-medicamentos. Para 2014, Barros afirmou que novos produtos serão lançados. "Nossa intenção é ter cerca de 2.000 novos artigos, entrando na categoria de cosméticos, com protetor solar, e ampliando a linha de suplementos alimentares. Para isso vamos dobrar os investimentos e, por consequência, dobrar as nossas vendas", disse. Além dos produtos mencionados, a Pague Menos passará a oferecer desodorantes aerossol, espuma de barbear, secante de esmaltes, xampu a seco, kits de presentes da linha banho, preservativos etc. Quem também viu uma forma de profissionalizar a operação e focar na rentabilidade ao franqueado ao utilizar os produtos de marca própria foi a Mundo Verde. Segundo o diretor executivo Sérgio Bocayuva, a categoria é nova na operação, mas já cresceu em importância. "Entramos nesse mercado em 2012. Hoje, a categoria representa 1,8% do volume vendido nas lojas da rede". Na época foram investidos R$ 4 milhões, para explorar esse novo nicho de mercado no plano da companhia. Atualmente, são 60 produtos que levam o nome Mundo Verde Seleção em seu rótulo. Do início do ano para cá, a Mundo Verde incorporou às lojas mais de cinco produtos. Para os próximos anos, em meados de 2018, Bocayuva afirmou ao DCI que serão inseridos outros 540 itens. "A nossa intenção é fazer com que os itens de marca própria sejam 30% do mix ofertado, e representem, no futuro, 20% do nosso faturamento". Para isso, a rede reduzirá outras categorias e firmará parceria com as empresas fornecedoras para produzirem itens com o rótulo Mundo Verde Seleção. "Os nossos parceiros terão lugar garantido nas prateleiras", afirmou. Na opinião do especialista em varejo e consultor da Rizzo Franchise Marcus Rizzo, as empresas que quiserem optar por esses produtos devem prestar a atenção no comportamento do cliente. "Vejo, em alguns supermercados, que o espaço dedicado aos produtos de marca própria tem sido maior do que o dedicado aos concorrentes. Já cheguei a ver prateleiras vazias. Você tem de dar opção ao consumidor, deixar que ele decida o produto na hora da compra", declarou Rizo, ao que completou: "Não ter opção fará com que o consumidor desconfie. Assim, a relação custo versus benefícios dos itens de marca própria - que são relativamente mais baratos - não será absorvida pelos clientes, e sim vista com desconfiança", finalizou. (Jornal DCI/SP – 05/12/2013)((Jornal DCI/SP – 05/12/2013))
topoFoi divulgada ontem a estimativa preliminar do Valor da Produção Agropecuária (VPA) do estado no ano de 2013. Foram R$ 57,1 bilhões, de acordo com o levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA...((Jornal DCI/SP – 05/12/2013))
Foi divulgada ontem a estimativa preliminar do Valor da Produção Agropecuária (VPA) do estado no ano de 2013. Foram R$ 57,1 bilhões, de acordo com o levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura. As safras dos produtos agropecuários foram, de maneira geral, beneficiadas por condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras, com o segmento de grãos apresentando aumento de produção, em decorrência de expansão da área e de incremento da produtividade no setor. O único grupo com queda do valor é o de produtos para indústria (do qual a laranja para indústria e o café são os componentes mais importantes), com variação negativa de 8,6%. Os produtos que apresentam os maiores crescimentos de valor, em termos relativos, são: repolho (267,2%), trigo (126,5%), batata (121,4%), beterraba (93,7%), morango (85,4%), alface (66,2%), manga (56,8%) e cenoura (52,4%). Os produtos que apresentam as maiores quedas de valor da produção foram: triticale (37,3%), café (32,8%), laranja para indústria (30,0%), algodão (26,0%), mandioca para mesa (20,6%), leite (17,3%), pêssego para mesa (15,7%), abóbora (14,7%), banana (14,4%) e arroz (13,0%). O principal produto da agropecuária paulista, a cana-de-açúcar, teve queda de 5,6% no seu valor de produção, devido à redução dos preços, a qual não compensa o aumento da produção. A participação da cana-de-açúcar no valor da produção agropecuária total do estado se situa em 45,5% em 2013, contra 48,4% em 2012. (Jornal DCI/SP – 05/12/2013)((Jornal DCI/SP – 05/12/2013))
topoO Ministério da Justiça explicou ontem, em nota, que a proposta de portaria contra a qual os índios fizeram manifestação em Brasília - após terem acesso à minuta (esboço) do documento tem o objetivo d...((Jornal DCI/SP – 05/12/2013))
O Ministério da Justiça explicou ontem, em nota, que a proposta de portaria contra a qual os índios fizeram manifestação em Brasília - após terem acesso à minuta (esboço) do documento tem o objetivo de solucionar os conflitos com produtores rurais nos processos de demarcação de terras indígenas. No comunicado, o ministério esclareceu que índios, entidades indigenistas, órgãos governamentais e associações de agricultores podem apresentar sugestões que vão ser levadas em conta na redação final da portaria, argumentando que o rascunho foi apresentado justamente para fomentar o debate público. Não há definição sobre a audiência pedida ao Ministério da Justiça pelos índios, que se dispersaram após o protesto no local. Mais cedo, houve confronto com seguranças durante manifestação no Palácio do Planalto. O grupo participa da 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena, que prossegue até hoje. Ainda de acordo com o ministério, a intenção da portaria em estudo é "dar poderes" à Fundação Nacional do Índio (Funai) para que ela possa "mediar os conflitos envolvendo a demarcação de terras indígenas". Além disso, a nova regulamentação permitirá a participação de outros órgãos interessados, aumentando a transparência no processo demarcatório. "A expectativa do Ministério da Justiça é que o novo procedimento reduza a judicialização e, com isso, agilize a demarcação de terras indígenas em todo o País", informa a nota. Para os índios, no entanto, a iniciativa é uma tentativa de oficializar a proposta apresentada e defendida por integrantes do governo federal como os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ainda no primeiro semestre deste ano. A proposta prevê que outros órgãos além da Funai, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e os ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura, sejam consultados sobre os impactos da demarcação de novos territórios indígenas. Segundo Cardozo e Gleisi, as mudanças minimizariam potenciais conflitos entre índios e produtores rurais. Em maio, Gleisi Hoffmann disse que a proposta melhoraria os procedimentos demarcatórios, hoje a cargo exclusivamente da Funai, o que, segundo a ministra, compromete a atuação do Estado, já que a fundação é a responsável por promover e defender os direitos indígenas. "É uma iniciativa para melhorar os procedimentos. Precisamos ter informações para qualificar a tomada de decisões. Vamos ouvir e considerar nos estudos, além da Funai, ministério , entre outros órgãos, para termos uma base consistente para os estudos de demarcação", disse Gleisi. (Jornal DCI/SP – 05/12/2013)((Jornal DCI/SP – 05/12/2013))
topoA liberação dos financiamentos para a construção de armazéns dentro do novo programa do governo não chega a 2% do previsto para o volume de recursos calculado para este ano safra. Segundo produtores, ...((Jornal DCI/SP – 05/12/2013))
A liberação dos financiamentos para a construção de armazéns dentro do novo programa do governo não chega a 2% do previsto para o volume de recursos calculado para este ano safra. Segundo produtores, a demora na liberação desses recursos não está isolada e se junta ao atraso na liberação de verbas para outros programas de apoio ao agronegócio, como créditos de custeio especial para a próxima safra e até na liberação da subvenção do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para a laranja. "De maneira geral, as coisas estão atrasando um pouco", afirmou ao DCI o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), que acredita que o governo esteja retendo verbas por "dificuldade de caixa". Ele afirmou que a demora na liberação de crédito dentro do Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), pelo qual foram efetivamente liberados até agora R$ 71 milhões dos R$ 5 bilhões previstos, segundo o Banco Central, se deve principalmente a dificuldades burocráticas, e não à falta de demanda por parte dos produtores rurais. Segundo Ramalho, a SRB também tem recebido reclamações de produtores sobre atrasos na liberação de crédito pré-custeio, na subvenção dos prêmios para o seguro rural, além do atraso no pagamento do Prêmio Equalizador de Preço Pago ao Produtor (Pepro) para a laranja. Segundo o presidente da Sociedade Rural, a liberação dos prêmios já teria sido autorizada pelo Ministério da Agricultura na última sexta-feira, mas estaria travada dentro do Ministério do Planejamento. A pasta, porém, afirma ainda não ter recebido o documento. Procurado, o ministério da Agricultura não respondeu até o fechamento desta edição. No caso do seguro rural, Ramalho afirmou que as seguradoras estão recebendo o recurso com atraso ao fazer o pedido no ministério. Quanto ao pré-custeio de safra, Ramalho disse não ter dados, mas que está recebendo reclamações de que o governo também não estaria liberando os recursos com celeridade. Armazenagem A explicação que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) dá para a demora na liberação de crédito dentro do programa de armazéns é por sua novidade. "Até que os bancos façam o processo de regulamentação interna, requer um tempo", afirmou o diretor de economia agrícola do Mapa, Wilson Araújo. Ele afirmou ainda que, desde o início do Plano Safra até então, os bancos estavam concentrados na liberação de crédito para financiamento de custeio. "Passada essa concentração operacional de custeio, agora entra com mais foco os investimentos. A expectativa é que se intensifique a concessão de empréstimos de investimento, inclusive para armazenagem", disse Araújo. De acordo com dados do Banco Central, os produtores estão recorrendo a outras linhas de financiamento mais antigas para investir em armazéns. Considerando as demais linhas, já foram liberados R$ 1,523 bilhão em 40 mil contratos "para a melhoria da armazenagem" no atual Plano Safra. Entre verbas já destinadas e reservadas para projetos de construção de armazéns que ainda estão em análise, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comprometeu até o momento R$ 720 milhões, dos quais R$ 250 milhões são referentes ao PCA e R$ 470 milhões são referentes ao programa BNDES Cerealistas. Com esse ritmo, o destino de recursos para armazéns deve ultrapassar o orçamento do BNDES previsto para a área, de R$ 2,750 bilhões, afirmou Caio Barbosa, gerente de suporte aos programas agropecuários da instituição. "O início é sempre mais moroso. Até os agentes financeiros se acostumarem e os produtores conhecerem as regras, tem uma curva de aprendizado", afirmou. Segundo Barbosa, existem "várias operações em análise no BNDES e provavelmente isso daqui a pouco estará espelhando" nos números do Banco Central, que considera apenas o volume de crédito efetivamente liberado. No Banco do Brasil, o montante de recursos reservados para projetos em análise passou de R$ 538,3 milhões para R$ 900 milhões em duas semanas, revelou Clenio Severio Teribele, diretor de agronegócios do banco. Deste montante, R$ 730 milhões serão liberados pelo PCA e cerca de R$ 170 milhões serão liberados por outras linhas, principalmente via Financiamento do Centro-Oeste. O BB tem R$ 2 bilhões de seu orçamento para destinar à armazenagem neste ano safra. Produtores Para contratar um financiamento para construir um armazém, o produtor rural ou cooperativa devem deve apresentar o projeto do armazém, seu orçamento, documentos para garantia e licença ou dispensa ambiental, além dos documentos padrão para a contratação de crédito. Na média, os projetos têm orçamento entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões e alguns projetos demoram 28 dias para serem aprovados, mas o prazo pode variar de acordo com a complexidade e a condição do produtor. (Jornal DCI/SP – 05/12/2013)((Jornal DCI/SP – 05/12/2013))
topoNo dia 30 de novembro, o 3º Leilão Girolando IFQ faturou R$ 401.400 por 40 lotes negociados durante a Fenagro, em Salvador, BA. A média geral ficou acima de R$ 10 mil para animais selecionados por Fra...((Portal DBO – 04/12/2013))
No dia 30 de novembro, o 3º Leilão Girolando IFQ faturou R$ 401.400 por 40 lotes negociados durante a Fenagro, em Salvador, BA. A média geral ficou acima de R$ 10 mil para animais selecionados por Francisco Peltier, promotor do remate. O lance máximo atingiu R$ 33 mil para uma matriz de Girolando comprada por Luzinaide Maciel. Com a venda, a média das outras fêmeas, 31 lotes, ficou em R$ 9.468. Sete Holandesas foram cotadas a R$ 11.914 e a única Gir foi vendida por R$ 15 mil, segundo animal mais valorizado da edição. A organização ficou a cargo da Bahia leilões, para pagamentos em 20 parcelas. (Portal DBO – 04/12/2013)((Portal DBO – 04/12/2013))
topoNeste domingo, 1º de dezembro, o Leilão Uberbrahman movimentou R$ 651.140 por 110 animais selecionados pela dupla Aldo Valente e Carlos Balbino. Pelo Terraviva, o remate ofertou 80 touros selecionados...((Portal DBO – 04/12/2013))
Neste domingo, 1º de dezembro, o Leilão Uberbrahman movimentou R$ 651.140 por 110 animais selecionados pela dupla Aldo Valente e Carlos Balbino. Pelo Terraviva, o remate ofertou 80 touros selecionados para a produção a pasto e 30 fêmeas, matrizes doadoras provadas, vacas e novilhas prenhes. O preço médio dos reprodutores foi de R$ 6.040, equivalente a 54 arrobas para pagamento à vista em São Paulo de R$ 110/@. Os exemplares passaram por provas de ganho de peso para eficiência alimentar da Associação Brasileira de Criadores de Zebuínos, a ABCZ, que também os avaliou em características produtivas e reprodutivas, com destaque à adaptabilidade às condições tropicais, fertilidade e desempenho. As fêmeas contabilizaram cotação parecida. Cada uma saiu à média de R$ 5.598. O leilão também vendeu alguns lotes de embriões e pacotes de doses de sêmen de grandes reprodutores do trabalho de seleção do criatório e de convidados consagrados da raça como Braúnas, Querença, Pouso da Garça, Brahman Arrojo e Nova Pousada. A organização ficou cargo da Estância Bahia, para pagamentos em 36 parcelas. (Portal DBO – 04/12/2013)((Portal DBO – 04/12/2013))
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No dia 30 de novembro, o 3º Leilão Girolando IFQ faturou R$ 401.400 por 40 lotes negociados durante a Fenagro, em Salvador, BA. A média geral ficou acima de R$ 10 mil para animais selecionados por Francisco Peltier, promotor do remate. O lance máximo atingiu R$ 33 mil para uma matriz de Girolando comprada por Luzinaide Maciel. Com a venda, a média das outras fêmeas, 31 lotes, ficou em R$ 9.468. Sete Holandesas foram cotadas a R$ 11.914 e a única Gir foi vendida por R$ 15 mil, segundo animal mais valorizado da edição. A organização ficou a cargo da Bahia leilões, para pagamentos em 20 parcelas. (Portal DBO – 04/12/2013)((Portal DBO – 04/12/2013))
topoA Associação Brasileira dos Criadores de Girolando será comandada, a partir de janeiro, pelo engenheiro agrônomo e pecuarista Jônadan Hsuan Min Ma. Ele venceu ontem (03/12/13) a eleição com 68% dos vo...((Portal O Leite/SC – 04/05/2013))
A Associação Brasileira dos Criadores de Girolando será comandada, a partir de janeiro, pelo engenheiro agrônomo e pecuarista Jônadan Hsuan Min Ma. Ele venceu ontem (03/12/13) a eleição com 68% dos votos válidos. Votaram 1.214 associados, sendo 120 de forma presencial na sede da entidade, em Uberaba (MG) e o restante por correspondência. Jônadan Ma obteve 655 votos contra 304 votos do candidato adversário Eugênio Deliberato. Foram considerados nulos, inválidos ou brancos 255 votos. A posse deve ocorrer em janeiro, em data a ser definida pelo presidente eleito. Jônadan Ma comandará a entidade durante o triênio 2014/2016. A diretoria é composta por: Magnólia Martins da Silva (1º vice-presidente), Nelson Ariza (2º vice-presidente), João Domingos Gomes dos Santos (3º vice-presidente), Olavo de Resende Barros Júnior (4º vice-presidente), José Antônio da Silva Clemente (1º diretor-administrativo), Jorge Luiz Mendonça Sampaio (2º diretor-administrativo), Luiz Carlos Rodrigues (1º diretor-financeiro), Odilon de Rezende Barbosa Filho (2º diretor-financeiro), Ronan Rinaldi de Souza Salgueiro (Relações institucionais e comerciais). Com quase três mil associados, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando é delegada do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o registro genealógico da raça leiteira Girolando. O número de registros efetuados anualmente pels técnicos da associação é de 95 mil, em média. O banco de dados da entidade tem mais de 1,3 milhão de registros. A associação conta com seis escritórios técnicos no país nos estados de Minas Gerais, Goiânia, Pernambuco, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro, além da sede em Uberaba, para atender os criadores da raça de Norte a Sul do Brasil. Perfil Jônadan Ma Natural de São Paulo, Jônadan Ma, de 54 anos, é diretor Executivo do Grupo Boa Fé - Ma Shou Tao, em Conquista (MG), e criador de Girolando, Holandês e Gir Leiteiro. É associado da Girolando há 28 anos. Também integra a atual diretoria da associação, ocupando o cargo de 3º vice-presidente. Outros cargos que ocupa são: vice-presidente da COTRIAL (Cooperativa dos Produtores Rurais do Triangulo e Alto Paranaíba), diretor da Associação dos Empresários Canavieiros do Vale do Rio Grande, presidente do Instituto Boa Fé de Apoio ao Combate ao Câncer. Casado com Ângela Toledo Ma, com quem tem três filhos: Enos, Samuel e Ana.(Portal O Leite/SC – 04/05/2013)((Portal O Leite/SC – 04/05/2013))
topoO futuro da pecuária de corte estará em discussão no BeefSummit Brasil, dias 10 e 11, em Ribeirão Preto (SP). Serão 14 palestrantes discutindo o futuro da pecuária de corte brasileira, além das partic...((Jornal do Comércio/RS – 05/12/2013))
O futuro da pecuária de corte estará em discussão no BeefSummit Brasil, dias 10 e 11, em Ribeirão Preto (SP). Serão 14 palestrantes discutindo o futuro da pecuária de corte brasileira, além das particularidades do setor, como marketing, economia, eficiência produtiva e econômica, carne de qualidade e estudos de caso de grandes produtores brasileiros. Espera-se mais de mil participantes no Centro de Convenções Ribeirão Preto. (Jornal do Comércio/RS – 05/12/2013)((Jornal do Comércio/RS – 05/12/2013))
topoMissão russa visitou ontem o frigorífico Alibem (SIF 915) de Santo Ângelo. Acompanhada porveterinários do Ministério da Agricultura e de membros da direção da fábrica, a vistoria durou aproximadamente...((Jornal Correio do Povo/RS – 05/12/2013))
Missão russa visitou ontem o frigorífico Alibem (SIF 915) de Santo Ângelo. Acompanhada porveterinários do Ministério da Agricultura e de membros da direção da fábrica, a vistoria durou aproximadamente três horas. Como o frigorífico Alibem recebeu certificado da Rússia para exportação de carne suína, a auditoria ocorreu para acompanhar o cumprimento das exigências feitas quando de inspeção realizada no ano passado. “A visita foi positiva e todos os itenssolicitados foram atendidos”, disse o diretor de operações do Alibem, Juscelino Gonçalves. Ele destaca a importância dessa medida tendo em vista que a Rússia representa o melhor mercado para exportação de carne suína. “Em junho de 2011, efetuamos a última exportação para Rússia,antes do embargo que afetou todo o país. Na época, o mercado russo representava 30% das nossas exportações”, revela. O diretor destaca que, além do mercado russo, a Alibem exporta carnes para países como China, Argentina e Venezuela. O Alibem abate 2,2 mil suínos diariamente e possui 946 trabalhadores. (Jornal Correio do Povo/RS – 05/12/2013)((Jornal Correio do Povo/RS – 05/12/2013))
topoPastejo "rotatínuo" não abre mão do rotacionado mas respeita comportamento natural dos animais, que consomem apenas a porção em pastagens com boa estrutura (altura adequada), ricas em folhas novas, nu...((Portal DBO – 04/12/2013))
Pastejo "rotatínuo" não abre mão do rotacionado mas respeita comportamento natural dos animais, que consomem apenas a porção em pastagens com boa estrutura (altura adequada), ricas em folhas novas, nutritivas. Pesquisa comprova que, nestas condições, cada indivíduo podem dar até 40 bocados por minuto, apreendendo mais de 570 mg de matéria seca por bocado, enquanto em pastos muito baixos ou já fora do ponto ótimo de colheita, esse número cai para a metade, com reflexo negativo sobre o desempenho do animal. Acostume seus ouvidos - o termo rotatínuo veio para ficar, se inscrevendo definitivamente no dicionário da pecuária. Cunhado pelo professor Paulo César Faccio Carvalho, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), esse neologismo define um novo sistema de manejo de pastagens, que promete aumentar a produção tanto de carne quanto de leite no País. Mescla de rotativo com contínuo, a palavra dá uma pista clara do conceito técnico que o norteia. Os bovinos continuam sendo agrupados em lotes que mudam frequentemente de piquete (como no rotacionado), mas o principal critério para definição do tempo de permanência na área não é o capim e sim o comportamento dos animais, que podem selecionar o alimento, como no pastejo contínuo. Essa é a grande "sacada" do novo sistema, ainda pouco conhecido pelos pecuaristas de corte, mas já bastante usado por produtores de leite do Rio Grande do Sul. "Após 14 anos de pesquisa, comprovamos que os ruminantes têm hábitos de pastejo muito próprios. Quando podem escolher, comem apenas a parte mais nutritiva das plantas (as folhas), rejeitando os materiais senescentes e os mais duros, como os colmos. O que fazemos, no rotatínuo, é respeitar esse comportamento, elevando a produtividade tanto de carne quanto de leite", explica Faccio. Segundo ele, o grande dilema atual do manejo de pastagens é escolher entre duas correntes: a máxima eficiência de colheita do capim e a máxima eficiência de utilização desse alimento pelo animal. A partir de determinado momento, elas passam a ser antagônicas. "Nós privilegiamos a segunda", salienta. O boi fala - Segundo Faccio, nos últimos anos, disseminou-se, entre técnicos e produtores, uma filosofia do não-desperdício que leva ao rebaixamento excessivo do pasto. Isso prejudica principalmente o gado, que é obrigado a comer forragem de menor qualidade. "Somos totalmente contrários a essa prática", diz o pesquisador. No rotatínuo, a altura de saída é ditada pelo "comensal", ou seja, pelo boi. Um produtor gaúcho usuário do sistema costuma dizer que, "quando os animais começam a conversar com as formigas", ou seja, quando diminuem o ritmo de pastejo, é hora de mudá-los de piquete, pois, do contrário, haverá queda de desempenho. (Portal DBO – 04/12/2013)((Portal DBO – 04/12/2013))
topo"Antes só eram 20 litros de leite. Hoje, já tiramos mais de 200". As palavras de orgulho são do proprietário rural Alício Dias, um maranhense que, com as mesmas 21 vacas que sempre teve, aumentou em d...((Portal O Leite/SC – 04/05/2013))
"Antes só eram 20 litros de leite. Hoje, já tiramos mais de 200". As palavras de orgulho são do proprietário rural Alício Dias, um maranhense que, com as mesmas 21 vacas que sempre teve, aumentou em dez vezes a produção de leite em sua propriedade. O modelo utilizado pelo produtor é o do projeto de transferência de tecnologia Balde Cheio, desenvolvido no Maranhão por meio de parceria entre o Sebrae e a Embrapa. Com os conhecimentos repassados pelo projeto, tais como técnicas de alimentação, irrigação de pastagem e manejo de rebanho, o Alício Dias já conseguiu aumentar a produção de leite em seu território. Assim como ele, cerca de 20 produtores rurais também participam do Balde Cheio na região, onde recebem orientações e são acompanhados pelo técnico Inácio Adones Fonseca. O engenheiro agrônomo indicado pela Embrapa, João Rosseto Ribeiro Junior, é o responsável pelo projeto no Piauí, Rondônia e Maranhão. A cada quatro meses, ele visita o proprietário rural e acompanha a produção e evolução de cada propriedade participante. Na presença do técnico local, ele orienta - estabelecendo metas e avaliando se as anteriores foram cumpridas -, assim como visita o rebanho, o pasto e a irrigação utilizada, para saber se tudo está de acordo com o planejado. Durante toda essa semana, o engenheiro esteve nas propriedades rurais dos municípios que compreendem a regional do Sebrae em Açailândia - Cidelândia, Bom Jesus das Selvas, Vila Nova dos Martírios, Itinga - e visitou a propriedade de outros produtores que também são modelos em suas cidades. De acordo com Rosseto, as técnicas ensinadas são simples e de fácil execução. "Dentro do gerenciamento, o produtor aprende e implanta técnicas de alimentação do rebanho de forma econômica, irrigação de pastagem, técnicas de qualidade do leite, sanidade e conforto animal, técnicas de manejo do rebanho e de ordenha. Todos esses procedimentos ensinados são simples e aplicáveis, bastando somente o produtor ter vontade de utilizá-los em sua propriedade", afirma o engenheiro. Dias participa do projeto há dois anos e, de lá pra cá, a produção e a renda só tem melhorado. Ao receber a visita do técnico da Embrapa, ele ouve a tudo com atenção. "Às vezes também tem bronca, quando não cumprimos algumas das metas estabelecidas. Mas, o objetivo é alcançar e superar todos os objetivos para melhorar a renda da minha propriedade", completa. Rosseto reforça que o projeto tem tido bons resultados. Ao olhar in loco as técnicas adotadas pelo produtor, diz estar satisfeito. "É muito gratificante quando o proprietário se esforça. Seu Alício é exemplo de que ,quando se quer, é possível construir". Balde Cheio O projeto consiste em uma metodologia de transferência de tecnologia que contribui para o desenvolvimento da pecuária leiteira em propriedades familiares. O objetivo é capacitar profissionais de extensão rural e produtores, a fim de promover a troca de informações sobre as tecnologias aplicadas regionalmente e monitorar os impactos ambientais, econômicos e sociais nos sistemas de produção que adotam as tecnologias propostas. Para saber como participar do projeto, o produtor deve ir ao Sebrae, que em Açailândia está localizado na rua Bonaire, 333, Centro, e procurar o técnico responsável, Rhaufe Fonseca. (Portal O Leite/SC – 04/05/2013)((Portal O Leite/SC – 04/05/2013))
topoO aumento de 6,25% na captação de leite em Minas Gerais fez com que os preços no Estado caíssem 2,25% em novembro. Esta foi a primeira queda registrada no ano. A redução foi observada em quase todas a...((Portal O Leite/SC – 04/05/2013))
O aumento de 6,25% na captação de leite em Minas Gerais fez com que os preços no Estado caíssem 2,25% em novembro. Esta foi a primeira queda registrada no ano. A redução foi observada em quase todas as regiões pesquisadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A expectativa para dezembro é de nova queda nos preços. O levantamento do Cepea mostra que a redução dos preços foi provocada pela recuperação das pastagens, com o retorno das chuvas, o que estimulou a produção aumentando a oferta no mercado. Outro fator que favoreceu a queda dos preços foi o enfraquecimento da demanda interna. Na média nacional, o preço médio bruto pago ao pecuarista de leite encerrou o mês a R$ 1,101 por litro, redução de 1,5% ou de 1,67 centavo em relação ao valor praticado em outubro. O preço líqüido médio caiu 1,87%, passando para R$ 1,019 por litro. A média de preço, calculada pelo Cepea, leva em conta o volume captado em outubro nos estados de Minas Gerais, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Bahia. De setembro para outubro, o Índice de Captação de Leite do Cepea (Icap-L/Cepea) aumentou 3,93%, passando para o patamar recorde de 162,24. Com exceção do Rio Grande do Sul e do Paraná, todos os demais estados registraram alta na captação de leite em outubro, com destaque para Minas Gerais e Goiás, onde os crescimentos foram de 15,1% e de 6,25%, respectivamente. O levantamento do Cepea mostra que em Minas Gerais, dentre os estados que compõem a "média Brasil", teve o maior preço bruto em outubro, de R$ 1,134 por litro, mesmo com o preço mais alto, a queda registrada no período foi de 2,01%, a segunda maior do país somente atrás de Goias. No Estado, somente na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) foi registrada alta na cotação do leite. Na região, o litro foi comercializado em média a R$ 1,124 (preço líqüido) o que significou uma valorização de 0,99% frente ao valor praticado em outubro. O valor máximo líqüido pago pelo litro de leite foi de R$ 1,197. O preço bruto teve pequena variação positiva de 0,79%, com a média de preço em R$ 1,218 por litro. Nas demais regiões, os preços recebidos pelos pecuaristas recuaram. No Sul e Sudoeste de Minas a queda foi a mais significativa, 4,64%, o que fez com que o preço médio do leite encerrasse novembro em R$ 0,997. O maior valor praticado ao longo de novembro foi R$ 1,067 e o menor R$ 0,834. No Triângulo e Alto Paranaíba, o pecuarista recebeu em média R$ 1,102 por litro de leite comercializado, retração de 2,16%. A cotação máxima liquida chegou a R$ 1,162 e a mínima a R$ 0,994. No Vale do Rio Doce a variação registrada nos valores do leite foi negativa em apenas 0,24%, com o litro negociado na média a R$ 1,104. O valor mínimo na região foi de R$ 0,964 e o maior preço R$ 1,167. Queda também foi registrada nos preços pagos aos pecuaristas da Zona da Mata. De acordo com o Cepea, o recuo de 0,49% fez com que os preços ficassem em torno de R$ 0,998 por litro de leite. Segundo os laticínios e cooperativas consultados pelo Cepea, para este mês, a expectativa é de nova queda nos preços do leite. A maioria dos agentes entrevistados (88,9%), que representam 94% do leite amostrado, indica que haverá baixa nos valores em dezembro. Outros 10,2%, que representam 5,1% do volume amostrado de leite, acreditam em estabilidade. Apenas 0,9% esperam alta para dezembro. (Portal O Leite/SC – 04/05/2013)((Portal O Leite/SC – 04/05/2013))
topoCENTRO DE REFERÊNCIA DA PECUÁRIA BRASILEIRA - ZEBU