Notícias do Agronegócio - boletim Nº 531 - 21/12/2015 Voltar

Brasil vai exportar material genético bovino e bubalino

A certificação de produtos de origem animal é uma exigência do MAPA e, no caso de exportações de material genético, são estabelecidos Certificados Zoosanitários Internacionais entre país importador e ...((Portal MT Agora/MT – 21/12/2015))


A certificação de produtos de origem animal é uma exigência do MAPA e, no caso de exportações de material genético, são estabelecidos Certificados Zoosanitários Internacionais entre país importador e exportador. O Brasil firmou mais um acordo para exportação de material genético. Desta vez, sêmen bubalino poderá seguir para a Costa Rica, graças ao acordo firmado entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e o Serviço Nacional de Saúde Animal (Senasa), do Ministerio de Agricultura y Ganaderia, da Costa Rica. O documento garante o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional do material genético de búfalos até o país de destino. Outro Certificado semelhante foi firmado no início do mês de dezembro com a Bolívia relacionado a exportação de bovinos vivos, pois em 2014 cerca de 400 mil bovinos daquele país morreram na enchente dos rios Beni e Mamoré. A certificação de produtos de origem animal é uma exigência do MAPA e, no caso de exportações de material genético, são estabelecidos Certificados Zoosanitários Internacionais entre país importador e exportador. O acordo selado entre o Brasil e a Costa Rica, país interessado na genética bovídea brasileira, vai contribuir com a melhoria do rebanho costa-riquenho, considerando que seu rebanho bovino é de 1,2 milhão de cabeças, sendo 42% para produção de carne, 33% para produção de leite e os demais 25% do rebanho com dupla aptidão, além de 4.380 cabeças de bubalinos, segundo Censo Agropecuário da Costa Rica publicado em 2014. O acordo também é uma derivação da Proposta de Ampliação das Exportações de Material Genético e Bovinos Vivos, elaborada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), entregue ao MAPA em 29 de setembro de 2015. Essa proposta serve como instrumento de auxílio ao departamento técnico responsável do Ministério nas negociações destes produtos com os países interessados na genética bovina e bubalina do Brasil. Para o presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, Antônio Pitangui de Salvo, o documento vai ajudar no aumento das exportações brasileiras. “O setor produtivo comemora a homologação destes acordos, pois havendo o interesse do país importador, é primordial que se tenha um certificado exequível atendendo as exigências sanitárias para a devida exportação”. (Portal MT Agora/MT – 21/12/2015)((Portal MT Agora/MT – 21/12/2015))

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Bois na frente

Carne bovina vai ultrapassar a soja e virar carro-chefe da balança comercial, diz presidente da associação de criadores de zebu Confinamento de gado em fazenda de Mato Grosso Em alguns anos, o Brasil ...((Jornal Folha de S Paulo Online, Mercado/SP – 19/12/2015))


Carne bovina vai ultrapassar a soja e virar carro-chefe da balança comercial, diz presidente da associação de criadores de zebu Confinamento de gado em fazenda de Mato Grosso Em alguns anos, o Brasil terá uma mudança do carro-chefe da balança comercial. A soja, que ocupa atualmente o posto número um, poderá ceder lugar para a carne bovina. Essa é a estimativa de Luiz Claudio de Souza Paranhos Ferreira, presidente da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu). O cálculo de Paranhos é simples. Há uma demanda mundial crescente por carne bovina, e o Brasil será o grande responsável por esse fornecimento. Além disso, as condições de produção estão mudando no país, que cada vez mais ganha produtividade. O Brasil tem o maior rebanho comercial do mundo, cerca de 208 milhões de cabeças, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A produção anual de carne bovina é de 10 milhões de toneladas, com 21% destinados à exportação, de acordo com a Abiec (Associação Brasileira da Indústria de Carnes). Paranhos diz que, com as mudanças que estão sendo incrementadas na produção, o país deverá chegar facilmente a 15 milhões de toneladas de carne bovina. As receitas, previstas em US$ 7,5 bilhões em 2016, deverão atingir US$ 28 bilhões em uma década. As exportações de soja, que devem atingir US$ 27 bilhões neste ano, estão prevista em US$ 25 bilhões em 2016. Entre as mudanças do setor para obter esse avanço, ele destaca um melhoramento das pastagens e uma consequente maior ocupação de animais por hectare. Grande parte das áreas de pastagens tem atualmente um animal por hectare. Com a melhora das pastagens, facilmente se pode chegar a uma média de 1,5 animal. PARCERIAS O avanço na utilização da genética e do confinamento, além do abate de animais em idade mais jovem, vai ajudar nessa escalada da produção. O pecuarista extrativista tende a acabar e o produtor não pode ficar parado no tempo, segundo Paranhos. O produtor de gado tem de fazer adubação nas pastagens e utilizar novos formas de aproveitar a terra -como a integração lavoura-pecuária-floresta. Tem de alavancar recursos e, se necessário, fazer parcerias. Ele acredita que em 2020 o país já estará exportando 4 milhões de toneladas de carne bovina, o dobro do volume atual. Claro que, para ter esse avanço das receitas, o país precisará de mais clientes. Novos mercados e principalmente a colocação de um volume maior de carne nos países que pagam mais são o caminho. CONCORRÊNCIA A pecuária brasileira tem diferenças em relação à dos principais concorrentes brasileiros. O país conta com algumas vantagens, mas também tem coisas a aprender. Nesse último caso, ele cita o Uruguai, onde há uma integração entre produtor, frigoríficos e governo. "Temos muito a aprender com eles, inclusive na genética e na qualidade da carne." Avaliando os outros concorrentes, Paranhos diz que os Estados Unidos precisam do confinamento, devido ao avanço da agricultura. Já a Austrália, além do espaço limitado, convive sempre com períodos de seca. A possibilidade de expansão do rebanho e pequena. A Argentina tem potencial e é competitiva, mas deverá demorar alguns anos para uma reestruturação da indústria e do rebanho. Mesmo assim, Paranhos diz: "Vamos sentir saudades da Cristina Kirchner". (Jornal Folha de S Paulo, Mercado/SP – 19/12/2015) (Jornal Folha de S Paulo Online, Mercado/SP – 19/12/2015) ((Jornal Folha de S Paulo Online, Mercado/SP – 19/12/2015))

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Para Carlos Viacava, ILPF garante sustentabilidade da pecuária

Iniciativa é defendida pelo candidato à vice-presidência da ABCZ Uma das propostas defendidas pelo pecuarista Carlos Viacava, candidato a vice-presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu...((Portal do Agronegócio/MG – 18/12/2015))


Iniciativa é defendida pelo candidato à vice-presidência da ABCZ Uma das propostas defendidas pelo pecuarista Carlos Viacava, candidato a vice-presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) na chapa de Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, visa fortalecer a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) como base da sustentabilidade da pecuária nacional. “Nosso esforço deve ser no sentido de disseminar os processos de ILPF nos rebanhos brasileiros. A ILPF é o instrumento mais importante para a recuperação de solos degradados e a sustentabilidade ambiental”, ressalta. Além do alcance ambiental, Viacava também acredita que a ILPF tenha impactos sociais, pelo potencial de gerar novos empregos, e econômicos, visto que produz mais riquezas e rentabilidade para os criadores. “É importante mostrar ao mundo que a carne brasileira é produzida com bom manejo, ao contrário do que se propaga na defesa de interesses ocultos puramente comerciais. A ILPF é uma grande contribuição para o meio ambiente por combater a desertificação que ocorre em vários cantos do planeta”, sustenta. Para o titular da marca CV, com a integração, a pecuária brasileira poderá produzir mais sequestrando carbono e, ao mesmo tempo, reduzindo a emissão de metano, criando empregos e proporcionando a recuperação do solo. “Por isso, defendo a participação ativa e efetiva da ABCZ no processo de ILPF”, complementa. (Portal do Agronegócio/MG – 18/12/2015) ((Portal do Agronegócio/MG – 18/12/2015))

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MG: ExpoZebu 2016, ABCZ divulga regulamento do Julgamento Zebu a Campo

A ExpoZebu 2016 terá uma novidade nas competições: o Julgamento Zebu a Campo. A disputa será de 30 de abril a 7 de maio, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). As inscrições dos animais começarão ...((Portal Página Rural/RS – 18/12/2015))


A ExpoZebu 2016 terá uma novidade nas competições: o Julgamento Zebu a Campo. A disputa será de 30 de abril a 7 de maio, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). As inscrições dos animais começarão no dia 20 de janeiro de 2016 e vão até 31 de março e devem ser feitas na sede da ABCZ. Clique aqui para acessar o regulamento completo da competição. (Portal Página Rural/RS – 18/12/2015)((Portal Página Rural/RS – 18/12/2015))

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CHAPA ABCZ UNIDA A voz do Brasil ressoante no exterior

“Quem cala consente”, diz o velho ditado popular. E é nos momentos de crise que a inércia da conduta mostra as fragilidades do Brasil ao se comunicar com o restante do mundo, quando o assunto é o agro...((Revista Mundo do Agronegócio Online/MG – 18/12/2015))


“Quem cala consente”, diz o velho ditado popular. E é nos momentos de crise que a inércia da conduta mostra as fragilidades do Brasil ao se comunicar com o restante do mundo, quando o assunto é o agronegócio. É para reverter esta realidade que uma voz ecoa incansável na defesa dos produtores rurais: a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). Fundada em 1934, a entidade acompanhou as transformações por quais passou a agropecuária, atributo que a tornou uma referência mundial e a credencia a participar das mais importantes decisões que envolvem a pecuária brasileira. Ainda é fresco na memória o episódio dos covardes e infundados ataques da Irlanda que abalaram a credibilidade da carne brasileira junto à União Europeia, à época o pilar de sustentação das exportações brasileiras. Com medo da concorrência estrangeira, os pecuaristas irlandeses alegavam que o produto brasileiro poderia ser oriundo de bovinos com febre aftosa e ainda seria vetor da Encefalopatia Espongiforme Bovina (Mal da Vaca Louca), doença a qual o País sequer recebia classificação de risco da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) naquele ano. Enquanto ainda se discutia se caberia ou não à Diplomacia reverter a situação, José Olavo Borges Mendes, presidente da ABCZ no triênio, enviara uma carta a outras autarquias das associações dos países onde existia rebanho zebu, como Austrália e Estados Unidos; deputados federais da Bancada Ruralista, entidades de classe e criadores pressionando para a tomada de medidas cabíveis. Como resultado, o Brasil recebeu apoio de Douglas G. Brydges, presidente da Associação Internacional do Comércio de Carne, sediada em Londres, que contestou e desmentiu as acusações diretamente no Parlamento Europeu. “Participamos ativamente de todas as grandes lutas em defesa dos produtores rurais, não só criadores de gado. E somos reconhecidos como uma entidade ativa e capaz. Dirigimos a associação de forma dedicada e apaixonada, mas o fazemos de forma aberta e profissional”, ressalta Frederico Cunha Mendes – ou apenas Fred -, diretor da ABCZ e candidato à presidência da entidade nas próximas eleições. Fred tem o apoio de 15 dos 17 membros do Concelho Deliberativo, sendo responsável também por continuar a defender os interesses de nossa pecuária internacionalmente. Quando ele diz de forma aberta, se refere ao estreitamento contínuo das relações com outras entidades de classe exponenciais ou entidades irmãs, como prefere chamá-las. Ao lado da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) e a convite do próprio Ministério da Agricultura, em 2012, por exemplo, integrou o Grupo de Trabalho que intermediou os debates na Rio +20, mostrando como o Brasil já havia aderido a sistemas de criação mais sustentáveis. “Foi quando o mundo conheceu mais de perto as pesquisas e os exemplos nacionais de sucesso nos sistemas de integração lavoura-pecuária e lavoura-pecuária-floresta”, lembra Fred. Mais recentemente, em outubro de 2015, a ABCZ ajudou a divulgar a evolução da pecuária brasileira e a qualidade da carne bovina exportada para mais de 120 países na Anuga, uma das mais importantes feiras de alimentação do mundo, realizada em Colônia, na Alemanha. Desta vez, o convite partiu da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), em encontro organizado pela Agência Brasileira de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com a qual a ABCZ mantém o convênio Brazilian Cattle Genetics há 12 anos, que busca fomentar os embarques de animais, genética bovina e insumos. “As últimas gestões da ABCZ fizeram um trabalho extraordinário de representar com competência a nossa pecuária. Ganharam espaço no relacionamento com governo, lideranças empresariais e políticas, entidades de classe igualmente representativas dos produtores rurais, além de empresas parceiras e apoiadoras. Este trabalho é importantíssimo e não pode cessar”, conclui Fred. A entidade A ABCZ atua ao longo de toda a cadeia produtiva (pastagens, crédito, fomento, extensão rural, pecuária comercial, mercado consumidor e exportações), em conjunto com outras associações promocionais, instituições de ensino e entidades ligadas à pecuária, como a Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), em apoio à campanha “Orgulho de ser Pecuarista”. (Revista Mundo do Agronegócio Online/MG – 18/12/2015) ((Revista Mundo do Agronegócio Online/MG – 18/12/2015))

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Venda de carnes natalinas deve ficar estável

No embalo das festas de Natal e Réveillon, dezembro costuma impactar positivamente no setor de carnes. As indústrias lucram, especialmente, com as vendas de aves natalinas (como peru, chester e bruste...((Jornal do Comércio/RS – 21/12/2015))


No embalo das festas de Natal e Réveillon, dezembro costuma impactar positivamente no setor de carnes. As indústrias lucram, especialmente, com as vendas de aves natalinas (como peru, chester e bruster) e cortes de suínos (temperados, lombo, pernil e tender). A cadeia da suinocultura, por exemplo, se prepara desde setembro para o período, intensificando a produção de cortes especiais. Para além das linhas de festas, produtos com demanda bem distribuída durante o ano, como os processados, também possuem incremento das vendas. Na comparação com outros meses, a comercialização pode subir até 25%. Em relação ao mesmo período do ano passado, entretanto, manter os mesmos patamares em 2015 é considerado um resultado satisfatório. "Estamos bastante cautelosos para o fim de ano principalmente pelo aumento do desemprego no segundo semestre", explica o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtores de Suínos (Sips), Rogério Kerber. Os abates, segundo o Sips, tiveram leve crescimento, na casa de 2%, mas há estoque disponível em caso de uma elevação da demanda além da projetada pelo setor. Enquanto isso, no que se refere aos preços, o consumidor deve encontrar produtos entre 5 e 10% mais caros. "A variação deve ficar dentro da expectativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) em razão da incorporação de custos relativos a negociações coletivas, energia elétrica e combustíveis", completa. Quem está recebendo menos é o produtor. Segundo o presidente da Associação dos Criadores de Suínos (Acsurs), Valdecir Folador, os valores estão em R$ 3,85, para os criadores independentes, e R$ 3,13 para os integrados. Em 2014, o preço era de R$ 4,34. "O ano passado foi totalmente atípico, estamos em uma fase de ajustes entre oferta e demanda que reduz a possibilidade de preços melhores", pondera Folador. Os custos, por outro lado, passaram de R$ 2,90 por quilo para R$ 3,20 devido, especialmente, ao milho e ao farelo de soja mais caros. "Deve ser um final de ano de menos rentabilidade para o produtor", afirma. A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) também vê com bons olhos a manutenção dos níveis de consumo. Para a entidade, o mercado gaúcho deve movimentar 70 mil toneladas de aves especiais e 22 mil toneladas de carne de peru. Chester e bruster devem ter preço médio de R$ 8,50 a R$ 9,50 o quilo, e o peru deve oscilar entre R$ 12,00 e R$ 14,00 o quilo. Os ajustes, com isso, variam positivamente entre 12% e 13% na comparação com o mesmo período do ano passado, em função, assim como no caso dos suínos, da elevação dos custos produtivos. "A avicultura sempre foi cautelosa nos ajustes de preços para não espantar o consumidor, ainda mais em um momento de crise como o atual. Por isso, esperamos um 2015 parecido com 2014", explica o diretor executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos. Apesar disso, um ligeiro aumento nas vendas de fim de ano não é descartada devido à possibilidade de migração do consumo de proteínas mais caras, como a bovina, para os cortes de aves. (Jornal do Comércio/RS – 21/12/2015) ((Jornal do Comércio/RS – 21/12/2015))

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Nova China exigirá mais que trocar soja por carne, diz diretor da OCDE

"Os países da América Latina precisam entender que o boom de commodities acabou, aquela época não vai mais voltar. Mas também que estão sendo abertas novas oportunidades que precisam ser aproveitadas....((Jornal Folha de S Paulo, Mercado/SP – 20/12/2015))


"Os países da América Latina precisam entender que o boom de commodities acabou, aquela época não vai mais voltar. Mas também que estão sendo abertas novas oportunidades que precisam ser aproveitadas." Assim define o atual momento econômico da região Ángel Melguizo, diretor de América Latina e Caribe da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), que lançou, durante encontro de ministros das Relações Exteriores, em Cartagena (Colômbia), o relatório "Perspectivas Econômicas da América Latina em 2016", que aborda as novas relações com a China. Para a entidade, a perspectiva de crescimento da América Latina no ano que vem ficará em torno dos 2% ou 3% e será necessário se adaptar ao novo contexto global. "O cenário externo com o qual a região vai se enfrentar nos próximos três anos não é bom. Ninguém prevê um aumento dos preços das commodities nem dos investimentos nem perto do que se teve nos anos 2000. Mas o crescimento da China vai manter-se", afirmou Melguizo à Folha. SEM CRISE NA CHINA O relatório da OCDE recomenda que os países adotem estratégias para relacionar-se com "uma nova China". "Essa nova China não é uma China em crise. É uma China que muda, a taxas de crescimento mais baixas, porém mais sustentáveis. Agora há ali uma classe média urbana emergente que muda a demanda do país. Por exemplo, por alimentos de mais qualidade. Menos soja e mais carne é um dos efeitos", explica. Na última década, as exportações relacionadas a matérias-primas para a China, como minerais e energia, representaram ao redor de 16%. Agora, esse índice é de 4%. O EXEMPLO URUGUAIO Para o economista, há países que estão se adaptando às novas necessidades, como o Uruguai. "Não adianta apenas vender mais carne que soja, é preciso agregar valor à marca, mostrar que a sua carne tem valor agregado, que é um produto sofisticado." O documento também recomenda mais atenção ao setor de serviços como uma possibilidade de crescimento, mas prevê que as economias cujas exportações dependem da mineração e da energia desacelerarão mais. "A desaceleração em alimentos é menor, mas é pronunciada, daí a importância de identificar novos produtos à ideia de qualidade." Para Melguizo, a crise político-econômica do Brasil é uma "metáfora da região". "Vimos tanto entusiasmo com o país sendo capa da Economist e sendo tão celebrado e quatro ou cinco anos depois a economia se degradando desse jeito. Mas nós não éramos tão otimistas naquela época como não somos tão pessimistas agora." PRODUTIVIDADE Para a OCDE, o fator que mais preocupa no país hoje é a produtividade. "Quando vemos que em média um trabalhador no Brasil tem uma produtividade entre 30% e 40% de um trabalhador nos EUA e que é assim desde há 50 ou 60 anos, isso nos preocupa, porque determina muitas coisas, como a necessidade de continuar financiando programas sociais para reduzir a pobreza." Com relação à integração, Melguizo crê que, apesar de a região "ter quase tantos blocos comerciais como países, é preciso preparar-se mais, com políticas para negociar em bloco com outras forças e investir na questão do valor agregado do que se exporta". Para o economista, os países que melhor estão se adaptando aos novos tempos são a Colômbia e a Costa Rica, porque estão se diversificando cada vez mais. Ainda sobre a crise no Brasil, que ele vê refletida em outras sociedades da América Latina, afirma que "há uma nova classe média na política, a que no Brasil foi às ruas em 2013 para pedir melhor transporte a um preço justo". "Se um governo não for capaz de unir essa classe média, propondo um modelo social mais robusto, o cenário exterior não vai salvá-lo", afirmou o economista. (Jornal Folha de S Paulo, Mercado/SP – 20/12/2015) ((Jornal Folha de S Paulo, Mercado/SP – 20/12/2015))

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KÁTIA ABREU: ELIMINAÇÃO GLOBAL DE SUBSÍDIOS ÀS EXPORTAÇÕES É CONQUISTA PARA O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO

O resultado da Conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Nairobi (Quênia), é extremamente positivo para o agronegócio brasileiro. As negociações resultaram na eliminação imediata dos su...((Portal Agrosoft/MG – 21/12/2015))


O resultado da Conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Nairobi (Quênia), é extremamente positivo para o agronegócio brasileiro. As negociações resultaram na eliminação imediata dos subsídios a exportações dos países desenvolvidos e extinção gradual para nações em desenvolvimento, até o fim desta década. “Ótima conquista para nosso agronegócio. Condições de competição internacional menos distorcidas para nossos produtos”, afirmou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu. O acordo representa um avanço no processo de reformas das regras que regem o sistema multilateral de comércio e “foi uma vitória da OMC“, segundo integrantes da equipe brasileira. Isso porque prevaleceu o argumento dos que acreditam no sistema multilateral de comércio, e, sobretudo, para o agronegócio brasileiro. A Conferência da OMC garante competição internacional dos produtos brasileiros em condições mais justas e equitativas. O Itamaraty e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) estiveram à frente das negociações, conduzidas pelo embaixador do Brasil na OMC, Marcos Galvão. O MAPA e o Itamaraty continuarão trabalhando para fortalecer os pilares de negociação da OMC, sobretudo para a futura eliminação e reforma dos subsídios (Portal Agrosoft/MG – 21/12/2015) ((Portal Agrosoft/MG – 21/12/2015))

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Agricultura familiar recebe cerca de R$ 287 milhões por meio do PAA

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) operacionalizou em 2015 cerca de R$ 287 milhões no apoio à comercialização da produção da agricultura familiar por meio do Programa de Aquisição de Alimen...((Jornal Agora MS Online/MS – 19/12/2015))


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) operacionalizou em 2015 cerca de R$ 287 milhões no apoio à comercialização da produção da agricultura familiar por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O valor representa a totalidade do orçamento repassado pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA). Do valor total aplicado, a maior parte foi destinada à Compra com Doação Simultânea (CDS). Para esta modalidade, os recursos foram na ordem de R$ 241 milhões, o que representa 84% do total. Com isso, mais de 870 projetos com cooperativas e associações de agricultores familiares foram formalizados e os alimentos destinados ao abastecimento das redes socioassistencial, de ensino, de saúde e também a equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional. A Região Nordeste teve grande destaque. Bahia, Alagoas e Paraíba foram responsáveis pela execução de cerca de 25% dos recursos da modalidade CDS, beneficiando mais de 8 mil agricultores familiares. Já no Norte, Amazonas, Amapá e Rondônia foram os estados que apresentaram maior número de projetos, o que beneficiou, em especial, as famílias indígenas da região. Cabe destaque, também, para a retomada da execução no estado do Paraná. De acordo com o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, João Marcelo Intini, o resultado obtido neste ano é reflexo de um trabalho iniciado em 2014, a partir do estabelecimento do novo manual normativo e das capacitações realizadas com as equipes da Conab e com mais de 3 mil representantes de entidades participantes do PAA. “Essas ações permitiram que recebêssemos uma maior quantidade de projetos, o que resultou na execução total do orçamento repassado pelos ministérios parceiros, possibilitando a operação do Programa em todo os estados brasileiros”, destaca Intini. Aquisição se sementes – As associações e cooperativas também acessaram R$ 14,3 em Aquisição de Sementes. No primeiro ano de execução, a nova modalidade foi operada em 10 superintendências regionais da Companhia. A partir da iniciativa, foram adquiridos vários tipos de sementes, de variedades e crioulas, como milho, arroz, feijão, cebola, entre outras. Compra Direta – Os agricultores familiares puderam contar com R$ 11 milhões destinados para a Compra Direta. Nesta modalidade, o produto que teve maior destaque foi o leite em pó, com a compra de mil toneladas pelo governo federal. A medida ajudou a manter a remuneração dos pequenos produtores, gerando renda quando os preços praticados no mercado estavam em queda. Formação de estoques – A partir do PAA os agricultores familiares ainda tiveram acesso a R$ 20,7 milhões para formar seus estoques. Desta forma, os produtos, após sofrerem processo de transformação, podem ser comercializados em momento mais favorável do mercado. Desde 2003, os recursos operados pela Companhia por meio do PAA superaram os R$ 3,3 bilhões, beneficiando pequenos produtores de pelo menos 2.700 municípios. (Jornal Agora MS Online/MS – 19/12/2015) ((Jornal Agora MS Online/MS – 19/12/2015))

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Prazo para agricultor saldar dívidas com o Pronaf termina dia 30

Segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), atualmente 203 mil produtores estão em dívida com o programa. Mesmo com desconto de até 70% da dívida em atraso, a procura de assen...((Portal MT Agora/MT – 21/12/2015))


Segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), atualmente 203 mil produtores estão em dívida com o programa. Mesmo com desconto de até 70% da dívida em atraso, a procura de assentados e beneficiários do crédito fundiário para quitar os empréstimos com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é baixa. O prazo, que estava encerrado desde 30 de junho de 2015, foi reaberto até 30 de dezembro deste ano. Segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), atualmente 203 mil produtores estão em dívida com o programa. Dos 100 mil agricultores que acessaram o crédito pelo Banco do Brasil, 30% solicitaram a liquidação das dívidas. Pelo Banco da Amazônia (Basa), dos quase 30 mil devedores, 6 mil renegociaram ou quitaram os débitos. Pelo Banco do Nordeste (BNB), são 40 mil que podem solicitar o serviço. De acordo com o gerente em exercício do Ambiente de Microfinança Rural e Agricultura Familiar do Banco do Nordeste, Máximo Antônio Cavalcante Sales, o saldo devedor na instituição é de R$ 538,5 milhões. Foram formalizadas 3.504 renegociações e a expectativa para este mês de dezembro é de mais 170. Em setembro deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu reabrir o prazo para agricultores familiares liquidarem operações de crédito rural contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). De acordo com a resolução do CMN, quem optar pela liquidação poderá ter abatimento de 70% sobre o saldo devedor atualizado. Ou seja, o produtor pode pagar somente 30% da dívida. Mas, para isso, tem de quitar todo o saldo devedor. De acordo com Sales, em dezembro de 2013, quando o governo aprovou pela primeira vez a renegociação de dívidas, o banco fez reuniões com movimentos sociais e com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para fazer ação conjunta em assentamentos, com mutirões. “No começo, a adesão é maior. Quem tem vai juntando dinheiro. No fim do prazo, ficam as pessoas que tiveram mais dificuldades”, disse. Sales acrescentou que os produtores do Nordeste sofrem com a estiagem e, sem produzir o suficiente, não têm recursos para quitar a dívida. “Em algumas regiões, a estiagem é mais severa. Então, fica difícil. Eles continuam na inadimplência.” O coordenador geral de Desenvolvimento de Assentamentos do Incra, Acácio Zuniga Leite, explicou que a renegociação da dívida é necessária porque o “desenho do financiamento agrícola do Pronaf estava equivocado e levava as pessoas à inadimplência”. “Não existia nenhuma política que desse sustentação inicial para se assentarem. Ou seja, não chegava água, não chegava luz, as condições básicas de moradia não estavam atendidas. Muitas vezes o recurso do Pronaf acaba tapando o buraco que não era para tapar”, destacou Leite. Segundo ele, em vez dos assentados investirem todo o dinheiro emprestado na produção, tinham de aplicar o recursos na construção de moradia e em meios de acesso à água, por exemplo. “Esse desconto no pagamento da dívida vem junto com a discussão de redesenho do financiamento. Agora a gente tem uma nova política de crédito de instalação, além de uma política de microcrédito e de estruturação produtiva. As coisas estão mais sólidas.” Como quitar a dívida A liquidação de débito das famílias que obtiveram crédito pelo Banco do Brasil pode ser feita pela internet, na Sala da Cidadania. Os produtores que pegaram os empréstimos no Banco da Amazônia ou no Banco do Nordeste precisam procurar as agências bancárias para fazer a renegociação. Na Sala de Cidadania, o produtor deve entrar no campo Assentamento com data de nascimento e CPF. Em seguida, deve selecionar o nome da mãe e preencher um cadastro, com dados pessoais e da unidade familiar – os que tiverem um asterisco são obrigatórios, como email e celular. Após o preenchimento, abrirá uma nova tela com a opção de liquidar a dívida. Confirmada a opção, o sistema gerará um boleto para pagamento em até 15 dias. Mesmo com o acesso pela internet, o Banco do Brasil orienta os produtores a procurarem uma agência para buscar informações sobre os procedimentos operacionais de renegociação. (Portal MT Agora/MT – 21/12/2015) ((Portal MT Agora/MT – 21/12/2015))

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Nelore Fest premia os melhores do ano

Vila dos Pinheiros e Rima Agropecuária mantêm hegemonia nas categorias de Melhor Expositor e Criador, respectivamente Na noite de 14 de dezembro, a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) ...((Revista DBO Online/SP - 18/12/2015))


Vila dos Pinheiros e Rima Agropecuária mantêm hegemonia nas categorias de Melhor Expositor e Criador, respectivamente Na noite de 14 de dezembro, a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) promoveu mais uma edição da Nelore Fest, em São Paulo, SP. O evento é caracterizado por ser o último encontro dos neloristas no ano, onde são entregues os troféus aos campeões dos rankings regionais e do nacional e do Circuito Boi Verde. Os grandes vencedores foram a Agropecuária Vila dos Pinheiros e a Rima Agropecuária, que, respectivamente, que conquistaram, pelo terceiro ano consecutivo, os títulos de Melhor Expositor e Melhor Criador do Ranking Nacional, respectivamente. No Nelore Mocho, ambos os títulos ficaram com Dalila Botelho de Moraes Toledo Outro ponto marcante do evento é o Nelore de Ouro, apelidado de “o Oscar da Pecuária”, que visa homenagear criadores e empresas de destaque do setor. Neste ano, Adir do Carmo Leonel recebeu a premiação de Criador Modelo; Luiz Antônio Felippe, o de Incentivador da Raça; e Agnaldo Ramos, de Amigo do Nelore. Confira os principais vencedores: Nelore Ouro Criador Modelo: Adir do Carmo Leonel Incentivador da Raça: Luiz Antônio Felippe Amigo do Nelore: Aguinaldo Gomes Ramos Família Nelorista: Família Gibertoni Nova Geração: Romildo Antônio da Costa Destaque Nelore Natural – Produtor: Agropecuária Três Barras Destaque Nelore Natural – Frigorífico: Marfrig Destaque Nelore Natural – Varejo: Coopercica Excelência do Agronegócio: DSM/Tortuga Tecnologia para Pecuária: Bopriva Liderança de Destaque da Pecuária: Luiz Cláudio Paranhos Liderança de Destaque do Agronegócio: Marcos Montes 13º Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças Medalha de Ouro Melhor Lote de Carcaças: Sandra Maria Massi Medalha de Prata: Fazenda Reunidas Baumgart Medalha de Bronze: Fazenda São Marcelo Melhor Compra de Boi: JBS Nova Andradina Ranking Nacional Melhor Expositor Nelore: Agropecuária Vila dos Pinheiros Melhor Criador Nelore: Rima Agropecuária Melhor Criador e Expositor Nelore Mocho: Dalila Botelho de Moraes Toledo(Revista DBO Online/SP - 18/12/2015)((Revista DBO Online/SP - 18/12/2015))

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Sonho pecuário

O sonho de todo pecuarista e, principalmente, de açougueiros, foi concretizado pelo especialista francês em carnes Alexandre Polmard. Ele desenvolveu um processo para tratamento de carnes que possibil...((Jornal do Comércio/RS – 21/12/2015))


O sonho de todo pecuarista e, principalmente, de açougueiros, foi concretizado pelo especialista francês em carnes Alexandre Polmard. Ele desenvolveu um processo para tratamento de carnes que possibilita que elas fiquem armazenadas por anos e, quanto mais passa o tempo, melhor ficam, o que permite que elas sejam vendidas por altos preços, como ¤ 3 mil (R$ 13,3 mil) por um corte de costela. O tratamento se chama hibernação e consiste em manter os cortes em um ambiente com temperatura de -43°C e, então, submetê-los a ventos frios com velocidades de até 120 quilômetros por hora. Conforme explicou Polmard, o método permite que a carne seja armazenada por períodos indeterminados de tempo sem que o produto perca qualidade. A carne é de gado francês Blonde dAquitaine, cujos cortes resultam tão tenros como os de Kobe e Black Angus. (Jornal do Comércio/RS – 21/12/2015) ((Jornal do Comércio/RS – 21/12/2015))

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Segundo ano de alta do ciclo pecuário

O mercado do boi gordo caminha para o final do segundo ano de alta do ciclo pecuário. Depois do acelerado abate de fêmeas entre 2010 e 2013, a partir de 2014 o mercado entrou em um período de escassez...((Portal Scot Consultoria/SP – 21/12/2015))


O mercado do boi gordo caminha para o final do segundo ano de alta do ciclo pecuário. Depois do acelerado abate de fêmeas entre 2010 e 2013, a partir de 2014 o mercado entrou em um período de escassez de oferta de animais que gerou valorizações reais para a arroba, acima da inflação medida pelo IGP-DI. A situação da economia, porém, dificultou altas mais intensas em 2015. Apesar da oferta curta de boiadas, escoar a produção ficou mais difícil. Para 2016, embora a oferta deva seguir curta, a grande incerteza segue sendo a situação econômica do país. Depois do recuo de 3,8% do PIB em 2015, no Relatório Focus do Banco Central, divulgado em 11 de dezembro, projeta-se uma retração de 2,67% para a economia em 2016. A inflação está estimada para aproximadamente 7,0%. Se não houver geração de novos empregos, a massa de desempregados criada em 2015 seguirá sem colocação, e o prejuízo para a venda de carne bovina será grande. O efeito de substituição para o frango segue. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, entre outubro de 2014 e de 2015 foram 19,2 milhões de contratações e 20,7 milhões de demissões no país, um saldo negativo de 1,5 milhões. Portanto, atenção à economia, mesmo com oferta restrita. (Portal Scot Consultoria/SP – 21/12/2015) ((Portal Scot Consultoria/SP – 21/12/2015))

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Boi gordo: baixa movimentação

A semana passada se encerrou com baixa movimentação no mercado do boi gordo em São Paulo. Como de costume para esta época do ano, com a aproximação dos feriados de fim de ano, a oferta vem diminuindo,...((Portal Scot Consultoria/SP – 21/12/2015))


A semana passada se encerrou com baixa movimentação no mercado do boi gordo em São Paulo. Como de costume para esta época do ano, com a aproximação dos feriados de fim de ano, a oferta vem diminuindo, e dificulta a formação de escalas para a última semana de dezembro. Devido à diminuição da oferta em São Paulo, voltaram a aparecer preços acima da referência para o boi gordo, à vista, na região de Araçatuba-SP. As indústrias que possuem escalas curtas proporcionam a sustentação dos preços, o que deve restringir maiores quedas em curto prazo. No cenário geral do mercado do boi gordo, o ritmo dos negócios também não foi movimentado na última sexta-feira (18/12). Das trinta e uma praças pesquisadas pela Scot Consultoria, houve queda em três praças. No atacado, o boi casado de bovinos castrados e inteiros ficou cotado em R$9,51/kg e R$9,43/kg respectivamente. (Portal Scot Consultoria/SP – 21/12/2015) ((Portal Scot Consultoria/SP – 21/12/2015))

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Número de animais confinados recua 5% em 2015

Levantamento da Assocon aponta 731.000 cabeças confinadas no ano por seus associados O volume de bovinos confinados pelos filiados à Assocon em 2015 registrou 731.000 animais. Os resultados apresentar...((Jornal O Presente Rural Online/PR – 21/12/2015))


Levantamento da Assocon aponta 731.000 cabeças confinadas no ano por seus associados O volume de bovinos confinados pelos filiados à Assocon em 2015 registrou 731.000 animais. Os resultados apresentaram recuo de 5% em relação ao ano passado, quando foram confinados 769.000 bovinos. O levantamento tem como base 85 projetos de associados da entidade nos Estados GO, MA, MG, MT, MS, PR, RJ e SP. A expectativa inicial da Assocon era que o confinamento crescesse 5% neste ano. No total do país, estima-se que o ano termina com cerca de 4 milhões de animais confinados, algo como 10% do total de abates. De acordo com a entidade, o desempenho está atrelado a fatores internos e externos. Em âmbito nacional, o boi magro permaneceu valorizado durante todo o ano e a oferta de animais para abate caiu em torno de 10%. O consumo de carne vermelha foi fortemente impactado, com boa parte dos consumidores migrando para carnes mais baratas, como a frango e suína. Nos aspectos externos, grandes importadores da carne brasileira, como a Rússia, passam por dificuldades econômicas e reduziram suas compras. A expectativa da Abiec é que as exportações de carne vermelha fechem o ano com recuo de 6,6% em volume e 16,6% em faturamento. Outro fator citado por Bruno de Andrade, gerente-executivo da Assocon o preço do boi não acompanhou o dos insumos. “O segundo giro de gado no confinamento apresentou problemas de rentabilidade devido ao preço do boi gordo, que não acompanhou a elevação do custo de produção, especialmente do milho”, afirma. Perspectivas para 2016 A expectativa para o próximo ano segue a mesma tendência. De acordo com dados apurados pela Assocon, o confinamento pode cair até 3,5%, levando em conta a queda no consumo doméstico, aumento no custo de produção e a eminente aceleração das exportações, após a reabertura e conquista de novos mercados pela carne brasileira em 2015. “Ainda se trata de uma estimativa inicial, que pode ser revertida se algum desses componentes mudar. A Abiec está otimista em relação às exportações em 2016. Pode ser o sinal esperado pelos confinadores para investir na compra de bois magros”, conclui Bruno Andrade. (Jornal O Presente Rural Online/PR – 21/12/2015) ((Jornal O Presente Rural Online/PR – 21/12/2015))

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Tecnologia no campo evita desperdícios de alimentos e aumenta produtividade dos ruminantes

Uma mistura ineficiente e não homogênea de ingredientes -grãos, silagem, subprodutos e a sobra de ração no cocho - podem resultar em significativas perdas econômicas ao produtor como a redução da prod...((Portal Cenário MT/MT – 18/12/2015))


Uma mistura ineficiente e não homogênea de ingredientes -grãos, silagem, subprodutos e a sobra de ração no cocho - podem resultar em significativas perdas econômicas ao produtor como a redução da produção de leite, prejuízo na engorda do gado de corte e até causar anorexia em ovinos e caprinos. O sistema de confinamento é um dos mais utilizados pelos produtores. Com o objetivo de auxiliar estes pecuaristas, diversas empresas buscam novas tecnologias para evitar desperdícios de alimentos e fazer com que o gado seja mais produtivo e rentável. A Casale, com cinco décadas de experiência, desenvolve tecnologias de vagões misturadores para garantir ao animal o consumo da porção adequada de cada ingrediente, com os nutrientes necessários para a dieta de uma forma homogênea. O manejo nutricional é a etapa mais importante, de maior investimento no confinamento de bovinos e a que pode maximizar o desempenho da genética dos animais e prevenir reações adversas causadas pela mistura de má qualidade. As principais funções destes equipamentos são: minimizar as sobras nos cochos e selecionar os ingredientes mais palatáveis – um dos maiores causadores de acidose ruminal, doença metabólica aguda que causa acidez excessiva do sangue e fluidos corporais. Neste quesito, a inovação tecnológica facilita e profissionaliza o manejo ao pecuarista, que passa a ter maior controle do rebanho e redução da mão de obra, além de evitar desordens metabólicas ocasionadas pela ingestão da quantidade inadequada do alimento. Na nutrição animal, a forragem tem a função nutritiva na engorda do gado, caprinos e ovinos, e aumenta a produção de leite em períodos de lactação, mas seu excesso pode ser tão prejudicial quanto asua ausência. Os vagões misturadores mantém o controle e equilíbrio do consumo, garantindo uma alimentação de precisão. Outro fator importante para o desempenho dos animais é o tamanho das fibras da ração, porqueinterferem na funcionalidade do rúmen. As longas ajudam na formação do tapete ruminal, que retém pequenos ingredientes no tempo necessário para a fermentação que estimula a remastigação. A Casale tem investido em inovação e em tecnologia há 50 anos. Preocupada com o desenvolvimento da pecuária brasileira, desenvolveu a misturadora de ração total Vertimix, projetada para grandes e pequenos lotes de animais em confinamento, sejam criadores de gado de leite, gado de corte ou até mesmo caprinos e ovinos. (Portal Cenário MT/MT – 18/12/2015) ((Portal Cenário MT/MT – 18/12/2015))

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Que quantidade de silagem devo fornecer para o gado?

Tabelas de exigência nutricional e referência ajudam o produtor a fazer a medição conforme o insumo Quantidade de silagem varia segundo lotação animal e oferta de capim Entre maio e outubro, época do ...((Revista DBO Online/SP - 18/12/2015))


Tabelas de exigência nutricional e referência ajudam o produtor a fazer a medição conforme o insumo Quantidade de silagem varia segundo lotação animal e oferta de capim Entre maio e outubro, época do ano em que o pasto rareia – nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste –, os produtores têm como opção para compor a dieta do rebanho as silagens. Tradicionalmente feito de milho, cana, sorgo ou capins, esse tipo de alimento, quando bem produzido e, principalmente, bem conservado, ajuda o pecuarista a suprir a falta de pasto fora da época das águas e a manter a produtividade e o bom desempenho dos animais. Na ensilagem, as plantas passam por uma fermentação natural, mantendo seus nutrientes preservados. Estima-se que no Brasil mais de 1,5 milhão de hectares sejam usados para produção de silagens, de acordo com dados do Centro de Pesquisas em Forragicultura, vinculado ao Departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Paraná. O CPFOR é coordenado pelo professor Patrick Schmidt e mantém o Portal Acadêmico da Ensilagem, que difunde informações sobre as diferentes etapas do processo de conservação de alimentos. Embora as alternativas mais comuns sejam silagem de cana, silagem de milho, silagem de sorgo ou silagem de capim, a primeira recomendação de especialistas em nutrição animal é que o produtor consulte um técnico. Esse profissional vai visitar a propriedade, conhecer a área e auxiliar o pecuarista na hora de decidir pela melhor opção para as condições do local. “Itens como tamanho do rebanho, topografia da área, tipo de gerenciamento da propriedade e mão de obra disponível devem ser levados em conta ao decidir o tipo de silagem”, diz o pesquisador André de Faria Pedroso, da área de Produção Animal da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP). Pedroso explica que, de maio a outubro, a produtividade e a qualidade da pastagem caem e, muitas vezes, é preciso adotar a suplementação na época da seca. “O produtor deve trabalhar para manter a lotação e a produtividade obtidas no verão, mas é preciso se planejar.” O pesquisador da Embrapa destaca que não existe uma “receita pronta” para o fornecimento desse tipo de alimento para o gado. “Cada produtor deve, com base nas informações de sua propriedade, ter um acompanhamento técnico e, assim, definir a quantidade fornecida para os diferentes lotes de animais.” Para isso, diz Pedroso, há algumas tabelas de exigência nutricional e de referência que podem ser usadas. “Quanto à recomendação de volumoso mais ração para as categorias animais, não acho apropriado fazer. As vacas deverão receber o concentrado conforme peso, condição corporal, número de parições e produção de leite”, diz o pesquisador, dando alguns exemplos de critérios que devem ser considerados. “O fornecimento de concentrado para novilhas depende da idade e do peso. Para vacas secas, depende da proximidade do parto e da condição corporal.” Pedroso pondera que, melhor do que abranger todos os casos de categorias animais, mais útil é ressaltar a necessidade de o produtor procurar a orientação de um técnico capacitado para fazer também o balanceamento da dieta, já que, se o nível de concentrado for muito alto, pode haver problemas como laminite (inflamação nos cascos) e acidose, que afeta a produção de leite e o desempenho do animal. “Se souber os fundamentos básicos, aí sim pode utilizar tabelas já existentes”, afirma Pedroso, citando uma bastante utilizada por especialistas em nutrição animal, a Nutrient Requirements of Dairy Cattle (disponível em www.nap.edu/catalog/9825/nutrient-requirements-of-dairy-cattle-seventh-revised-edition-2001). O professor Marcos Neves Pereira, da área de Nutrição de Gado Leiteiro da Universidade Federal de Lavras, reforça a necessidade de o produtor, antes de tomar qualquer decisão relativa à alimentação do rebanho, avaliar as condições da propriedade e contar com ajuda profissional. “Costumo dizer que a produção de silagem, ou de qualquer outro tipo de alimento, afeta o dia a dia da fazenda, por isso o produtor tem de ajustar essa necessidade ao seu estilo de vida. Ele tem que se perguntar e colocar no papel: Tenho ensiladeira? Tenho terra? Tenho equipamentos? Tenho mão de obra? Vou ter que terceirizar o maquinário? Vou fazer plantio direto? Tenho carroça para transportar cana? Tenho picadeira? Como fazer para ter um volumoso bom e produtivo?”, enumera Pereira. Segundo ele, o custo de produção de forragem é baixo, representa de 10% a 15% do custo total da fazenda, mas afeta diretamente uma das despesas que mais pesam no bolso do produtor, que é a ração. “Tendo forragem, volumoso de boa qualidade, gasta-se menos com ração, este sim um item de alto custo. Se o produtor não tiver um acompanhamento de um nutricionista e inventar nessa parte, ele quebra.” De modo geral, o plantio de cana (para silagem ou produção de cana fresca) tem como vantagens em comparação com a silagem de milho o fato de ser mais barato e seguro e ter alto teor de açúcar (40% a 50% de açúcares na matéria seca). Isso porque, uma vez formado o canavial, o produtor pode fazer cortes durante cinco, seis anos, além de ser uma cultura mais resistente à seca e a pragas. A produtividade por área também é maior: são, em média, produzidas 100 toneladas por hectare ante 50 toneladas por hectare para o milho. Se o canavial tiver manejo intensivo, obtém-se, conforme Pedroso, de 150 a 200 toneladas por hectare. “Com a cana, bem manejada e bem conservada, produtores conseguem uma produção diária de 30 quilos de leite por animal. Mas tudo vai depender do manejo e de todas as condições da propriedade”, diz Pedroso. Ele acrescenta que a cana fresca, cortada diariamente para ser fornecida aos animais, é mais prática, mas é preciso ter mão de obra disponível para esse manejo diário. Além da mão de obra disponível para uma colheita de alta frequência, o professor Marcos Neves Pereira, da Ufla, lembra que o plantio da cana, no primeiro ano, é caro, mas que os custos de instalação do canavial se diluem durante os anos seguintes, até renovação da lavoura. Já a cana ensilada demanda cuidados na colheita e na conservação _ para evitar, por exemplo, a fermentação alcoólica é necessário utilizar um aditivo. “Aqui um técnico também deve ser consultado para indicar a dosagem e o aditivo adequados, pelo menos na primeira vez”, diz Pedroso. O produtor tem como opção um inoculante bacteriano e ou aditivos químicos, como cal e ureia. Para suprir a falta de proteína e mineirais (cálcio e fósforo) da cana, é preciso corrigi-la com ureia, a 1%. “Com essa correção básica, o teor de proteína chega a 12%, 13% e o alimento torna-se suficiente para a manutenção de uma produção satisfatória por animal.” A silagem de milho, apesar de ser mais cara – as despesas incluem plantio, insumos (sementes, adubos e fungicidas), maquinário e transporte e a lavoura é anual, ou seja, tem de plantar todo ano, tem como vantagem a alta qualidade nutricional, bem superior em relação à cana, com alto teor de energia e bom nível de digestibilidade. Pedroso, da Embrapa, cita índices de produção de leite com a silagem de cana de até 40 quilos, 50 quilos de leite por animal/dia. “Muitos produtores reservam a silagem de milho, que é mais cara, para animais de alta produção.” No Espírito Santo, onde atua o engenheiro agrônomo Lúcio Antonio Oliveira Cunha, a taxa de lotação de pastagens cai, em média, de 10 a 12 unidades animais (UA) por hectare no verão para 6 a 8 UA por hectare no inverno, daí a necessidade de o produtor fornecer um volumoso a partir de maio. “O objetivo é manter a lotação do verão também no inverno, acompanhando esse período de transição de queda da lotação e suplementando com base nas condições da fazenda e nas características dos animais”, explica Cunha, que atua como consultor e técnico do Programa Balde Cheio, da Embrapa Pecuária Sudeste, no Espírito Santo e em Minas Gerais. Na região, além da cana fresca, as opções mais comuns são a silagem de milho, sorgo e cana. Se o produtor tem disponibilidade de água na fazenda, opta pelo milho ou pelo sorgo; quem não tem água para irrigar, vai de cana de sequeiro, já que, no Estado, as chuvas são mal distribuídas, conta o agrônomo. “Muitos produtores preferem o sorgo à cana, porque o sorgo tem rebrota e rende pelo menos três cortes durante um ano, o que diminui os custos operacionais. Mas tudo depende do que cada produtor tem à disposição.” Segundo Cunha, um dos critérios que os pecuaristas levam em conta é o teor de proteína e de energia de cada volumoso. “A silagem de milho, por exemplo, tem 9% de proteína e 67% de energia; a silagem de sorgo, 10% de proteína e 60% de energia; a cana, 2% de proteína e 60% de energia.” Com a experiência no acompanhamento técnico de produtores de leite, Cunha afirma que os erros mais comuns na hora de fazer silagem de cana ou de milho estão relacionados ao ponto de corte e ao tamanho das partículas, que, em média, devem ter de 2 centímetros a 3 centímetros de comprimento para garantir uma compactação e uma conservação melhores. “O ponto de colheita é fundamental para a boa qualidade da silagem, pois afeta diretamente a compactação e a conservação do material.” Na cana, afirma o agrônomo, as principais perdas acontecem por má eficiência da colheita, com o uso de equipamentos mal regulados, e também pelo corte “fora do tempo”, quando já há excesso de palha na lavoura. No Sítio Santo Agostinho, em Nova Venécia, Espírito Santo, o produtor de leite Gustavo Frigério Lívio, há 15 anos na atividade, investe na cana ensilada para garantir uma boa alimentação do rebanho no inverno. Na propriedade, de 12 hectares e com 47 animais – 40 deles em lactação _ , ele reserva 1 hectare para uma lavoura de cana irrigada, que serve para suplementar a dieta do rebanho a partir de maio até o fim de agosto. No ano passado, em 1 hectare, produziu cerca de 90 toneladas de cana. “Coloco tudo na ponta do lápis: os custos com a mecanização, o combustível do trator, a mão de obra, análise de solo, calagem e adubação nitrogenada e de cobertura. Gasto, em média, cerca de R$ 100 por tonelada de cana.” O custo, segundo o produtor compensa, já que a silagem de cana pura ajuda as vacas a produzir a mesma quantidade registrada no verão e não compromete o desempenho reprodutivo dos animais. Em relação aos custos de alimentos volumosos, em especial de silagens, é preciso levar em conta que eles variam conforme vários aspectos, como produtividade da cultura forrageira, ponto de corte, tamanho da área de produção, tipo de equipamento utilizado para colheita, transporte e compactação, tipo de silo, entre outros. “Produzir uma boa forragem está, 100%, nas mãos do produtor, daí a importância de ser coerente com o tipo de gestão que ele adota na fazenda”, diz o professor da Ufla. No Santo Agostinho, o fornecimento de cana ensilada é direcionado principalmente para as vacas em fim de lactação e vacas que estão no pré-parto, a 60 dias da parição, explica Lívio. “Divido os animais em lotes e cada lote, conforme suas condições e necessidades, recebe uma quantidade balanceada de alimento. É indispensável ter acompanhamento técnico, para orientar o produtor desde o balanceamento da dieta até os cuidados na hora de ensilar a cana.” Os animais em lactação produzem, segundo Lívio, cerca de 660 litros de leite por dia, em média, e, para manter essa produtividade, complementar a produção a pasto com a silagem de cana. A falta de mão de obra fez, por exemplo, a Fazenda Pirschner, de Aldecyr Pinto Pirschner, em Vila Valério, ES, migrar da cana fresca para a silagem de cana. A filha de Aldecyr, Naihara Pirschner, que é veterinária e gerente de Pecuária da fazenda, conta que a cana era fornecida fresca, picada, corrigida com ureia a 1% e dada no cocho. Essa cana, diz Nahiara, era cortada à mão, picada na picadeira no trator e jogada na carroceria, todos os dias, mas essa rotina se tornou inviável na propriedade. A área de cana tem pouco mais de 3 hectares, não irrigados. “A mão de obra é um fator importante e, no nosso caso, passou a coincidir com a colheita do café, que temos na propriedade. O custo ficou muito alto e nos levou ao processo de ensilagem, que estamos adotando pela primeira vez.” A quantidade, de acordo com a veterinária, vai variar conforme a lotação animal e a oferta de capim, chegando a 30 quilos por animal quando necessário. “A dieta também é composta por alimentos concentrados, à base de milho e soja, durante todo o ano, variando a quantidade e a formulação conforme cada categoria animal e sua produção de leite.” A fazenda possui, hoje, 80 animais em lactação, com produção de 1.100 litros por dia. A produção dos lotes varia de 8 a 25 litros/animal/dia. Nahiara diz que tem acompanhamento técnico para essa sua “primeira experiência” com a silagem de cana. A cana é colhida madura, picada em partículas de 1 centímetro e compactada em silos, que, após o enchimento, são vedados. Dentro do silo, a forragem sofre fermentação por bactérias. “Se bem feita e conservada, a silagem de cana pode ser utilizada por tempo indeterminado na alimentação dos animais”, garante o pesquisador da Embrapa. A cana ensilada apresenta uma maior duração no cocho se comparada à cana in natura. A única limitação está em seu alto potencial de produção de álcool, que é prejudicial aos animais e age como inibidor de consumo. Por isso, recomenda-se usar um inoculante, como os que contêm a bactéria Lactobacillus buchneri, cuja formulação rica em bactérias e enzimas reduz as indesejáveis leveduras alcoólicas. (Revista DBO Online/SP - 18/12/2015) ((Revista DBO Online/SP - 18/12/2015))

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Laticínios gaúchos estão em processo de habilitação para a China

Laticícios gaúchos já podem se habilitar para exportar leite em pó para a China. E, na avaliação do diretor executivo do IGL, Ardêmio Heineck, talvez esse mercado colossal represente negócios concreto...((Portal AgroLink/RS – 18/12/2015))


Laticícios gaúchos já podem se habilitar para exportar leite em pó para a China. E, na avaliação do diretor executivo do IGL, Ardêmio Heineck, talvez esse mercado colossal represente negócios concretos para os lácteos do Brasil antes do que a Rússia, que já habilitou algumas plantas no país. Segundo Heineck, a China já tem um certificado de negócio recíproco com o Brasil datado de 2007 para carnes e produtos lácteos, o que corta um tremendo atalho burocrático. "Com isso, não é preciso que venha uma missão chinesa para avaliar plantas no Brasil", explica. O executivo do IGL esteve em Brasília nesta quinta-feira (17), na Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para obter informações a respeito do processo de habilitação de plantas para exportar produtos lácteos para a China. O interesse é repassar as informações para as entidades e empresas gaúchas interessadas no mercado chinês. Em linhas gerais, o primeiro passo é requerer questionário junto ao Mapa. Todo o material precisa ser redigido em inglês e mandarim. Depois de pronto, o processo entra no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Mapa, que repassa para a SRI, que o envia para o Ministério de Relações Exteriores. O material então é confiado ao adido agrícola brasileiro em Pequim, que faz a entrega para as autoridades chinesas. Todo o passo a passo burocrático da China será apresentado para os membros da diretoria do IGL nesta sexta-feira (18), em reunião de diretoria. "A China chega como o grande mercado comprador dos lácteos brasileiros possivelmente ainda em 2016. Isso deverá gerar renda aos laticínios brasileiros e aos produtores", avalia Heineck. (Portal AgroLink/RS – 18/12/2015) ((Portal AgroLink/RS – 18/12/2015))

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